Celebridade  
Fernando Bizerra Jr./ EFE

Em 1980, Hélio Costa trabalhava na Voz da América e morava nos Estados Unidos, onde também atuou como repórter da TV Globo. De volta ao Brasil, candidatou-se a deputado em 1986. Eleito, não abandonou mais a política. Na segunda-feira 11, assumiu o cargo de ministro das Comunicações

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Hélio Costa

por Cecília Maia

Fernando Sandoval

Em outubro de 1980, quando posou para a foto ao lado, o jornalista Hélio Costa trabalhava na Voz da América em Washington. “Eu me lembro muito dessa época quando era locutor e tradutor na rádio”, conta o jornalista mineiro, nascido em Barbacena, filho de um taxista e de uma operária. Costa foi o único dos cinco irmãos que conseguiu chegar à universidade e agarrou todas as oportunidades. A primeira delas apareceu aos 15 anos, quando se tornou locutor de rádio em sua cidade natal. Aos 20 anos, mudou-se para Belo Horizonte, onde trabalhava como repórter à noite e estudava de dia. Sua voz grave e forte o ajudou na carreira de locutor, mas foi como repórter que alçou vôos mais altos. Foi para os Estados Unidos em 1966, depois de passar no concurso para a Voz da América, de onde saiu para montar as sucursais da TV Globo em solo americano, em Londres e em Paris. Até voltar ao Brasil definitivamente em 1986, percorreu mais de 70 países fazendo reportagens para tevê. “Sempre fui jornalista. Quando me candidatei a deputado seria apenas para participar da Assembléia Nacional Constituinte. Depois, voltaria para a carreira. Só que não consegui deixar de ser político”, diz Costa, que ensaiou um retorno à tevê ao criar o programa Linha Direta da Rede Globo. Ele chegou a escrever os primeiros programas. Mas a política o transformou no candidato vitorioso ao Senado em 2002. Hoje, aos 65 anos, soube de novo aproveitar a oportunidade ao aceitar o convite para assumir o Ministério das Comunicações, na reforma ministerial feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na segunda-feira, 11, Costa tomou posse e começou um novo desafio..