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Aos 71 anos, Vera estreou como repórter do programa Tudo a Ver, da Record

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Perfil - Vera Roquete-Pinto
Repórter na maturidade
Fábio Farah

Pessoas de todas as idades se aglomeram em torno de Vera Roquette-Pinto, 71, sem acreditar que ela salte de um base jumping improvisado em um shopping paulistano. Ledo engano. “Fiz sucesso e vi muita mãe levando os filhos jovens para curtir a experiência”, diz ela, que é repórter no quadro “Ser Feliz Não Tem Idade”, do programa Tudo a Ver, apresentado por Paulo Henrique Amorim na Rede Record. Na frente da tevê, ela aborda assuntos relacionados aos “velhos” – como gosta de dizer, deixando de lado o “politicamente correto” –, como aposentadoria e amor. “Pela primeira vez, está aparecendo o idoso como um grupo de pessoas que existe. Antigamente velho era sempre um chato, um doente, uma pessoa que amola os outros. Isso está mudando”, diz Vera.

Aposentada desde 1995 do departamento de documentários da TV Cultura, onde era chefe, Vera sempre esteve por trás das câmeras. Desinibida, ela está saboreando a nova experiência. “É interessante entrevistar pessoas. Adoro gente e sou muito moleca. Ser velho na minha família sempre foi uma coisa muito legal”, diz Vera, que é neta de Edgard Roquette-Pinto, pioneiro do rádio no País. Mãe de quatro filhos e com cinco netos – até o final do ano serão sete –, ela encanta toda a equipe, a começar por Paulo Henrique Amorim: “Eu me apaixonei pela dona Vera. É uma personalidade adorável. O quadro se resume a ela!”.