 |
| “Foi muito gostosa a sensação
do papel, do dinheiro, na mão. Porque sabia que
veio do meu suor’’ |
O pai de Carol Trentini morreu quando ela tinha 1 ano.
Sua mãe, que nunca trabalhara, foi atrás
de emprego, aprendeu a dirigir e sustentou três
filhas trabalhando como funcionária pública.
Dessa infância, Carol carrega uma imagem: “À
noite, antes de ir dormir, eu sempre via minha mãe
debruçada em cima da mesa, sozinha, fazendo contas.
Ela é
uma guerreira”.
Gaúcha de Panambi, Carol também enfrentou
dificuldades para iniciar na carreira: como a mãe
não podia mexer no orçamento da família,
o curso de modelo onde ela deu seus primeiros passos
rumo à passarela não cobrou os R$ 250
da matrícula.
Desde os 15 anos em Nova York, a modelo fez 80 desfiles
na última coleção (Nova York,
Milão e Paris), em fevereiro passado. O cachê
médio, que no começo da carreira era
de R$ 300 por entrada na passarela, atualmente é
de até US$ 3 mil. “Foi muito gostosa
a sensação do papel, do dinheiro, na
mão. Porque sabia que veio do meu suor”,
lembra ela, sobre o primeiro cachê (R$ 4 mil),
com o qual quitou dívidas e comprou um celular.
Carol, hoje, envia dinheiro para a mãe, que
faz aplicações em fundos de investimentos.
Além de muitos desfiles, ela engordou o orçamento
fotografando para campanhas da BCBG, Escada e Versace
e para catálogos coreanos, que pagam até
US$ 30 mil por uma diária. “Esses catálogos
duram um ou dois dias. Os nomes das lojas? Não
faço idéia!”, diz, aos risos.
|
Carol
Trentini |
 |
Idade:
17 anos
Faturamento nos últimos
12 meses:
US$ 500 mil
Tempo de carreira:
3 anos
Como gasta seu
dinheiro:
apartamento em Panambi (RS) e carro
|
|
|