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Lançamento da banda tenta
evocar espírito do ‘bootleg’
para seduzir fãs
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Rio de Janeiro, 28/01/2005
Segundo disco ao vivo consecutivo do Jota Quest é
um bis absolutamente dispensável
Mauro Ferreira

No Exterior, seguidores de bandas de rock costumam sair à caça de bootlegs, nome usado para designar discos com gravações ao vivo inéditas, editadas de forma oficiosa para contentar fãs em busca de raridades de seu grupo preferido. No Brasil, o formato é quase inexistente. Mas o grupo Jota Quest evoca o espírito do bootleg no lançamento de seu segundo DVD e CD ao vivo consecutivos, Rio de Janeiro, 28/01/2005.

Para tentar despertar interesse por produto que já sai requentado da fábrica, inclusive por conta da capa, copiada da série de bootlegs gravados pelo Pearl Jam em 2000, a gravadora Sony BMG procurou dar um ar pirata ao produto – exemplo perfeito da ganância da indústria fonográfica na exploração de discos ao vivo. Como registra a turnê do show MTV ao Vivo do grupo mineiro, o “novo” projeto do Jota Quest soa como um bis absolutamente dispensável.

Há, sim, música inédita na voz da banda. Mas chega a ser constrangedor ouvir Rogério Flausino cantar “Ive Brussel” sem nunca alcançar o suingue de seu autor, Jorge Ben Jor.

Para fãs ardorosos do quinteto, a indicação é o DVD. As 20 câmeras usadas na captação das imagens no Claro Hall geraram ângulos inusitados do show. E os flagrantes da banda em Londres, fazendo piada sobre Beatles e discursando sobre o punk, valorizam os extras. Mas é
. Desnecessário