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Como uma Onda
Insossa trama de Walther Negrão chega ao fim sem surpreender o telespectador

Fátima Cardeal

Fotos: Divulgação
Como uma Onda: audiência fraca no horário depois de dois sucessos consecutivos

Como uma Onda chegou ao fim na sexta-feira 17 com 31 pontos de audiência e a fama de ter derrubado o horário das seis da Globo, depois de Chocolate com Pimenta e Cabocla, que marcavam média de 40 pontos. Foi um desfecho previsível, cheio de finais felizes, mas com pouca emoção até nas cenas em que o assassino do insosso vilão JJ (Henri Castelli) foi revelado. Se alguém apostava em um crime por vingança, a surpresa valeu o capítulo: o assassino foi o inofensivo líder do bando de anjos caras-sujas, Mene (Amir Haddad), que agiu por acidente, quando tentava salvar Nina (Alinne Moraes) do bandido. Aliviados com a revelação, os moradores da aldeia de pescadores puderam, enfim, ser felizes. Foi assim, sem aplausos, que Walther Negrão pôs um ponto final na fraca história.

A responsabilidade pelo insucesso pode ser creditada principalmente à escalação do elenco, que privilegiou físicos e rostos bonitos, como o português Ricardo Pereira. Neste caso, a opção até se justificava. Ambientada numa praia, Como uma Onda tinha a proposta de contar com a juventude bronzeada. Mas nem aí ela acertou. Até o belo Cauã Reymond ficou apagado e não tirou o pescador Floriano da chatice que marcou a maioria dos tipos. Do naufrágio, salvou-se a veterana Laura Cardoso, que garantiu alguns bons momentos como a sensitiva Francisquinha. Afogados na chatice