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Carreira
Investidas de um bom partido

O empresário musical Marcus Buaiz prepara-se para estrear como produtor de cinema e de moda e evita falar do romance com a cantora Wanessa Camargo
texto: Rosangela Honor, de Belo Horizonte
foto: George Magaraia
“Sou bicho do mato”, diz o empresário, herdeiro do grupo Buaiz, que fatura R$ 200 milhões por ano
Na noite do domingo 5, enquanto Rogério Flausino, líder e vocalista do grupo Jota Quest, incendiava o público que lotava o ginásio do Chevrolet Hall, em Belo Horizonte, alguém se destacava na multidão. De pé, em um dos setores da arquibancada, Marcus Buaiz assistia atentamente a todas as reações da platéia. O show da banda mineira marcava o encerramento do Oi Pop Festival, evento idealizado pelo empresário capixaba de 26 anos que há sete faz do entretenimento a sua praia. Impulsionado pelo sucesso de empreendimentos como este, Buaiz quer mais. Vai estender seus braços de produtor ao cinema e à moda. Uniu-se à Gullane Filmes – responsável por Carandiru e Bicho de Sete Cabeças – e à Copacabana Filmes, de Carla Camuratti, para fazer sua estréia no mercado cinematográfico. Na moda, escolheu Eloysa Simão, mentora do Fashion Rio, para concretizar o Fashion Tur. “Escolhi uma maneira de viver. Quero ser respeitado no meio em que atuo”, diz o herdeiro do Grupo Buaiz, que fatura cerca de R$ 200 milhões por ano nos setores de comunicação e alimentos.

A frase solta no meio da conversa tem um motivo especial. Reservado, quase tímido, Buaiz não gosta de falar da vida pessoal. “Sou bicho do mato. Nunca vou sentar para falar da minha vida ou dizer com quem estou saindo”, diz, ao ser questionado sobre seu suposto namoro de dois meses com Wanessa Camargo. Não esconde o quanto tem se sentido incomodado com as notícias sobre o romance com a cantora e de se ver cercado por um batalhão de fotógrafos e repórteres onde quer que vá. Mesmo assim não pretende “parar de viver”. E sai em defesa de Wanessa: “Ela é uma pessoa que tem os méritos dela, que batalha pelo que acredita e as pessoas estão mais preocupadas em saber com quem ela está saindo”, reclama.

E é só. O assunto em pauta voltam a ser os projetos que pretende realizar durante o ano. O longa O Magnata, produzido em parceria com a Gullane Filmes, tem roteiro de Chorão, do Charlie Brown Jr, e começa a ser rodado ainda este ano. Orçado em R$ 6 milhões, será filmado em São Paulo, Rio e Nova York e tem lançamento previsto para o verão de 2006. Fabiano Gullane elogia o parceiro que conheceu há um ano. “Ele é muito dinâmico, afinado com os negócios e super antenado”. Com Carla Camuratti vai produzir No Retrovisor, projeto que consumirá de R$ 3 milhões a R$ 4 milhões.

Mas é com o Fashion Tur que acontecerá em julho, em Belo Horizonte, que ele pretende inovar em matéria de eventos de moda. Os desfiles vão dividir espaço com a música. Uma passarela especial
será criada para abrigar modelos e músicos simultaneamente. O grupo Jota Quest vai abrir o projeto. Buaiz também está negociando, em parceria com Marcelo Falcão, líder do Rappa, a representação de uma grife de roupa internacional voltada para o público jovem. Ao encerrar a conversa, o empresário arrisca uma brincadeira: “E ainda dizem que sou bom partido. Sou um péssimo partido, não tenho tempo nem pra mim”.