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| “Sou bicho do mato”, diz o empresário, herdeiro
do grupo Buaiz, que fatura R$ 200 milhões por ano |
Na noite do domingo 5, enquanto Rogério Flausino, líder
e vocalista do grupo Jota Quest, incendiava o público que lotava
o ginásio do Chevrolet Hall, em Belo Horizonte, alguém
se destacava na multidão. De pé, em um dos setores da
arquibancada, Marcus Buaiz assistia atentamente a todas as reações
da platéia. O show da banda mineira marcava o encerramento
do Oi Pop Festival, evento idealizado pelo empresário capixaba
de 26 anos que há sete faz do entretenimento a sua praia. Impulsionado
pelo sucesso de empreendimentos como este, Buaiz quer mais. Vai estender
seus braços de produtor ao cinema e à moda. Uniu-se
à Gullane Filmes – responsável por Carandiru
e Bicho de Sete Cabeças – e à Copacabana
Filmes, de Carla Camuratti, para fazer sua estréia no mercado
cinematográfico. Na moda, escolheu Eloysa Simão, mentora
do Fashion Rio, para concretizar o Fashion Tur. “Escolhi uma
maneira de viver. Quero ser respeitado no meio em que atuo”,
diz o herdeiro do Grupo Buaiz, que fatura cerca de R$ 200 milhões
por ano nos setores de comunicação e alimentos.
A frase solta no meio da conversa tem um motivo especial. Reservado,
quase tímido, Buaiz não gosta de falar da vida pessoal.
“Sou bicho do mato. Nunca vou sentar para falar da minha vida
ou dizer com quem estou saindo”, diz, ao ser questionado sobre
seu suposto namoro de dois meses com Wanessa Camargo. Não
esconde o quanto tem se sentido incomodado com as notícias
sobre o romance com a cantora e de se ver cercado por um batalhão
de fotógrafos e repórteres onde quer que vá.
Mesmo assim não pretende “parar de viver”. E
sai em defesa de Wanessa: “Ela é uma pessoa que tem
os méritos dela, que batalha pelo que acredita e as pessoas
estão mais preocupadas em saber com quem ela está
saindo”, reclama.
E é só. O assunto em pauta voltam a ser os projetos
que pretende realizar durante o ano. O longa O Magnata,
produzido em parceria com a Gullane Filmes, tem roteiro de Chorão,
do Charlie Brown Jr, e começa a ser rodado ainda este ano.
Orçado em R$ 6 milhões, será filmado em São
Paulo, Rio e Nova York e tem lançamento previsto para o verão
de 2006. Fabiano Gullane elogia o parceiro que conheceu há
um ano. “Ele é muito dinâmico, afinado com os
negócios e super antenado”. Com Carla Camuratti vai
produzir No Retrovisor, projeto que consumirá de
R$ 3 milhões a R$ 4 milhões.
Mas é com o Fashion Tur que acontecerá em julho, em
Belo Horizonte, que ele pretende inovar em matéria de eventos
de moda. Os desfiles vão dividir espaço com a música.
Uma passarela especial
será criada para abrigar modelos e músicos simultaneamente.
O grupo Jota Quest vai abrir o projeto. Buaiz também está
negociando, em parceria com Marcelo Falcão, líder do
Rappa, a representação de uma grife de roupa internacional
voltada para o público jovem. Ao encerrar a conversa, o empresário
arrisca uma brincadeira: “E ainda dizem que sou bom partido.
Sou um péssimo partido, não tenho tempo nem pra mim”.
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