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Depois de fazer mudança durante
uma semana, Donata Meirelles e Eliana Tranchesi
enfrentaram
a maratona de inauguração: 8.500 convidados
no final de semana |
As longas cortinas de linho creme se estendem por
dois andares e emolduram o champanhe-bar para onde
convergem os corners da Dior, Fendi, Prada
e Emilio Pucci, quatro das 80 grifes internacionais
alojadas no prédio de 17 mil m2 da nova sede
da Daslu, em São Paulo. “Tinha cortinas
como essas na minha sala de almoço”,
conta Eliana Tranchesi, a dona da meca do alto consumo
inaugurada no sábado 4. “O arquiteto
da Madonna, o David Collins, adorou e levou as cortinas
para a casa de campo dela Tivemos de fazer réplicas”,
prossegue Eliana, que chamou o arquiteto irlandês
para assinar o espaço da champanheria. Além
dele, outros convidados estrangeiros como o presidente
da Chanel para as Américas, John Kirton, estiveram
presentes nos dois dias de festa de inauguração
que reuniu 8.500 convidados no final de semana, quando
foram consumidas 2.280 garrafas de champanhe Veuve
Clicquot.
É com indisfarçável orgulho
que a empresária por trás do empreendimento
de R$ 120 milhões acompanha um grupo de convidados
na sexta-feira 3 pelos quatro pavimentos da loja convertida
numa espécie de Disneylândia do luxo.
“Seu tour está uma delícia,
Sô”, dirige-se Eliana a Sophia Alckmin,
filha do governador de São Paulo Geraldo Alckmin.
Ex-dasluzete – como são chamadas as vendedoras
da Daslu –, Sophia virou gerente de novos negócios
da loja e comandou uma das apresentações
do espaço. O passeio dura três horas,
tempo suficiente apenas para dar uma rápida
olhada em todos os ambientes, sempre na simpática
companhia de Donata Meirelles, braço-direito
de Eliana e diretora internacional da Daslu.
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Eliana faz pose de vendedora
no espaço da Dior,
que abriu loja própria na nova Daslu: “Ai que
lindo,
ficou bárbaro o seu espaço”, repetia a empresária
ao visitar cada ambiente |
A primeira parada do tour é na global
store da Louis Vuitton, com 331 m2, a maior loja
da grife na América Latina. Para entender o
maravilhoso mundo Daslu é preciso um inglês
básico. Os guias são guides,
bem-vindo é welcome, a sala de brinquedos
virou play room. “Ai que lindo, ficou
bárbaro o seu espaço”, elogiava
Eliana, diante de Ricardo Reys, diretor de marketing
da Vuitton para a América Latina. Ela repetiria
o mantra em praticamente todos os ambientes, mesmo
naqueles dos ex-concorrentes como Dior e Armani, que
resolveram embarcar na nova Daslu.
Sophia Alckmin tem pressa. Depois de passar pelo
corner da Dolce & Gabbana, ela aponta
para o teto onde está pendurado um helicóptero
Robinson com o logo da Daslu. O aparelho é
a única coisa que não está à
venda. Até os sofás, mesas e objetos
de decoração podem ser comprados. Assim
como uma ilha em Angra (R$ 8 milhões) e iates
(R$ 7 milhões), além de carros, como
um Volvo (R$ 365 mil). Duas Mercedes modelo ML (R$
400 mil, cada) que só vão chegar à
loja em alguns dias e ao mercado em geral no final
do ano foram vendidas antes mesmo da abertura oficial
na quarta-feira 8. “Tudo aqui tem etiqueta.
Só nós não estamos à venda”,
gosta de brincar Eliana. “Aqui vamos satisfazer
todos os desejos.”
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