Reportagens  

As Cifras da Daslu

R$ 120 milhões
investidos, sendo:

R$ 50 milhões da Daslu e R$ 70 milhões da construtora Ergi

1.300 funcionários, 900 da Daslu e 400 das grifes terceirizadas

17 mil m2 de área construída

120 grifes, 80 delas estrangeiras

200 alunos na escola criada para filhos dos funcionários

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Capa / Daslu
Anfitriãs do paraíso do luxo

Eliana Tranchesi e Donata Meirelles abrem em São Paulo a nova Daslu, a maior loja de alto consumo da América Latina, onde se pode levar de uma lingerie de R$ 18 a uma ilha de
R$ 8 milhões
texto: Eliane Trindade e Daniela Mendes
fotos: claudio gatti
 Leia também: Por dentro da Daslu
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Depois de fazer mudança durante uma semana, Donata Meirelles e Eliana Tranchesi enfrentaram
a maratona de inauguração: 8.500 convidados
no final de semana

As longas cortinas de linho creme se estendem por dois andares e emolduram o champanhe-bar para onde convergem os corners da Dior, Fendi, Prada e Emilio Pucci, quatro das 80 grifes internacionais alojadas no prédio de 17 mil m2 da nova sede da Daslu, em São Paulo. “Tinha cortinas como essas na minha sala de almoço”, conta Eliana Tranchesi, a dona da meca do alto consumo inaugurada no sábado 4. “O arquiteto da Madonna, o David Collins, adorou e levou as cortinas para a casa de campo dela Tivemos de fazer réplicas”, prossegue Eliana, que chamou o arquiteto irlandês para assinar o espaço da champanheria. Além dele, outros convidados estrangeiros como o presidente da Chanel para as Américas, John Kirton, estiveram presentes nos dois dias de festa de inauguração que reuniu 8.500 convidados no final de semana, quando foram consumidas 2.280 garrafas de champanhe Veuve Clicquot.

É com indisfarçável orgulho que a empresária por trás do empreendimento de R$ 120 milhões acompanha um grupo de convidados na sexta-feira 3 pelos quatro pavimentos da loja convertida numa espécie de Disneylândia do luxo. “Seu tour está uma delícia, Sô”, dirige-se Eliana a Sophia Alckmin, filha do governador de São Paulo Geraldo Alckmin. Ex-dasluzete – como são chamadas as vendedoras da Daslu –, Sophia virou gerente de novos negócios da loja e comandou uma das apresentações do espaço. O passeio dura três horas, tempo suficiente apenas para dar uma rápida olhada em todos os ambientes, sempre na simpática companhia de Donata Meirelles, braço-direito de Eliana e diretora internacional da Daslu.

Eliana faz pose de vendedora no espaço da Dior,
que abriu loja própria na nova Daslu: “Ai que lindo,
ficou bárbaro o seu espaço”, repetia a empresária
ao visitar cada ambiente

A primeira parada do tour é na global store da Louis Vuitton, com 331 m2, a maior loja da grife na América Latina. Para entender o maravilhoso mundo Daslu é preciso um inglês básico. Os guias são guides, bem-vindo é welcome, a sala de brinquedos virou play room. “Ai que lindo, ficou bárbaro o seu espaço”, elogiava Eliana, diante de Ricardo Reys, diretor de marketing da Vuitton para a América Latina. Ela repetiria o mantra em praticamente todos os ambientes, mesmo naqueles dos ex-concorrentes como Dior e Armani, que resolveram embarcar na nova Daslu.

Sophia Alckmin tem pressa. Depois de passar pelo corner da Dolce & Gabbana, ela aponta para o teto onde está pendurado um helicóptero Robinson com o logo da Daslu. O aparelho é a única coisa que não está à venda. Até os sofás, mesas e objetos de decoração podem ser comprados. Assim como uma ilha em Angra (R$ 8 milhões) e iates (R$ 7 milhões), além de carros, como um Volvo (R$ 365 mil). Duas Mercedes modelo ML (R$ 400 mil, cada) que só vão chegar à loja em alguns dias e ao mercado em geral no final do ano foram vendidas antes mesmo da abertura oficial na quarta-feira 8. “Tudo aqui tem etiqueta. Só nós não estamos à venda”, gosta de brincar Eliana. “Aqui vamos satisfazer todos os desejos.”