| Em um time estelar que inclui a jornalista
Mônica Waldvogel e as atrizes Luana Piovani e Betty
Lago, a filósofa Márcia Tiburi é um rosto
praticamente anônimo na nova formação
do Saia Justa. Mas, pelo que se tem visto nas primeiras
edições da nova temporada do programa do GNT,
isso não intimida esta gaúcha de 35 anos que
pretende usar o espaço na tevê para falar de
filosofia de forma descontraída.
Márcia vive em Porto Alegre com a filha Maria Luísa,
de 8 anos, e conta que estuda Filosofia desde adolescente.
“Aos 14 anos, li O Príncipe, de Maquiavel,
e, desde então, não parei de estudar”,
afirma ela. Doutora em Filosofia, ela dá aulas em
cursos de pós-graduação, desenvolve
pesquisas, escreve livros e ainda arranja tempo para desenhar
insetos, hobby adquirido quando cursou Artes Plásticas.
Alheia aos holofotes, Márcia se define como alguém
que não gosta de encenação. Não
vê novelas e tampouco freqüenta salões
de beleza ou shoppings. “Não me preocupo com
aparências. Só uso roupa preta, lápis
no olho e batom”,
diz ela, que só se rende ao consumismo quando se
trata de perfumes
e vinhos.
Fã incondicional de grupos de discussões,
Márcia recebeu o convite do Saia Justa depois
de participar do programa Café Filosófico,
da TV Cultura. “A Filosofia não é complicada
se for explicada, mas na tevê não há
tempo para teorias, estou tentando ser mais precisa, filtrar
os assuntos e evitar termos técnicos”, afirma
ela. Sobre as críticas aos primeiros programas, Márcia
diz que não lhe interessa saber o que dizem a seu
respeito. Odeia fofocas e pensa que as pessoas deveriam
se ocupar com coisas mais interessantes. “Só
me interessa a fofoca que traz assuntos maiores. Pequenas
idéias me chateiam.”
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