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| Na
série “Bandeira dos Visionários”, o artista quebra o
ranço incorporado pela ditadura e revela a diversidade
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O peso dos anos de chumbo tirou o brilho dos símbolos
nacionais por muitos anos. O verde, principalmente o oliva,
o amarelo e o Hino Nacional remetiam à ditadura militar.
O artista paulistano José Roberto Aguilar era estudante
quando o golpe acabou com a democracia. Envolvido em movimentos
de vanguarda, auto-exilou-se durante os anos 70 na Inglaterra
e Estados Unidos e foi, longe do seu país, que redescobriu
as cores do Brasil. A exposição O Brasil de
Aguilar, que pode ser vista em São Paulo, exalta
a bandeira, o hino e o mapa, mas sem nenhuma pitada de ufanismo.
“O desafio foi quebrar esse ranço da ditadura,
revelar a diversidade nestes tempos de globalização,
para resgatar a poesia e o imaginário”, explica
Aguilar.
Desafio cumprido. No primeiro módulo da mostra, “Bandeira
dos Visionários”, cinco telas de grande porte
trazem a pintura gestual de Aguilar sobre a bandeira nacional.
Na série “Cartografia Brasileira”, Aguilar
faz uma representação colorida de cada Estado.
A partir da imagem escaneada das 27 telas, o artista montou
um mapa em formato de quebra-cabeças, peça exibida
na entrada da exposição.
O hino não poderia ficar de fora e é dele
que Aguilar retirou palavras para formar a série “Substantivos,
Adjetivos e Verbos”. São 68 pequenas telas, em
que substantivos se destacam em tons de azul e verbos e adjetivos
em variações de amarelo. Cores do Brasil
Galeria de Arte do SESI
Av. Paulista, 1313, São Paulo,
tel. (11) 3146-7405. Até 17/7. Entrada franca.
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