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Sr. & Sra. Smith
Diálogos inteligentes são a principal força do filme que juntou, também na vida real, Brad Pitt e Angelina Jolie, cuja química é inegável

Marcelo Lyra

Divulgação
Brad Pitt e Angelina Jolie em Sr. & Sra. Smith: com o casamento em crise, ela recebe a missão de eliminar o marido
Sr. & Sra. Smith chega simultaneamente aos cinemas do mundo inteiro mais conhecido como o filme que juntou Brad Pitt e Angelina Jolie – dentro e fora das telas. O farto material distribuído à imprensa pela Fox brasileira não toca no assunto, mas a comédia em tom de aventura de Doug Liman ficou inevitavelmente marcada pelo romance do par central. Por causa de Angelina, Brad rompeu com Jennifer Aniston (da série Friends), um dos casamentos mais queridinhos da América. Recentemente, comprou uma mansão bem próxima à casa de Angelina e já foi flagrado brincando com o filho adotivo dela, Maddox.

No filme, eles fazem um pacato casal entediado que freqüenta a terapia na tentativa de salvar o relacionamento em crise. O que não sabem é que ambos têm vidas secretas, onde são perigosos assassinos profissionais que trabalham para organizações diferentes. As máscaras caem quando a sra. Smith recebe a missão de eliminar o marido.

Há uma inegável química entre os dois, visível por exemplo na cena de dança, ou mais adiante, na de sexo. Isso transmite força e credibilidade aos personagens e, de certa forma, sugere que o affair entre eles era mesmo inevitável.

Angelina luta, atira e enfrenta inimigos usando os truques que aprendeu em Lara Croft, seu personagem mais famoso. Na cena em que resolve matar o marido, usa uma arma de grosso calibre e praticamente destrói a casa em que ambos viviam. Ironicamente, confirma sua fama de destruidora de lares. Brad Pitt, por seu turno, parece repetir seu personagem em Onze Homens e um Segredo, charmoso e cerebral.

Apesar da overdose de cenas de ação, onde não falta nem a clássica cena de perseguição de automóveis, a força do filme está mesmo nos diálogos inteligentes e divertidos, algo cada vez mais raro em Hollywood. Ponto para o diretor Doug Liman, conhecido por sua habilidade em tramas complexas como A Identidade Bourne. Ele equilibrou bem o contraste entre a entediante vida doméstica e o agitado trabalho em suas vidas paralelas. Ao mesmo tempo, soube manter o astral em alta mesmo depois da segunda metade, quando o drama doméstico se transforma em thriller de ação, fazendo prevalecer o tom de comédia. Dormindo com o inimigo