Sérgio
Britto e Nathália Timberg
por
Diógenes Campanha
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Às segundas-feiras, entre 1956 e 1965, praticamente
todas as televisões do Rio de Janeiro ecoavam um
único som às 22h30: a música Limelight,
prefixo que anunciava o início do Grande Teatro
Tupi. A recordação é da atriz
Nathália Timberg, uma das estrelas do popular teleteatro,
líder absoluto de audiência na época.
Na foto acima, ela aparece contracenando com Sérgio
Britto, galã e idealizador do projeto, na peça
Pancada de Amor, de Noel Coward, exibida em 1959.
“Se não houvesse o Sérgio, o programa
não teria durado tantos anos. Com o pique que mantém
até hoje, ele era a alma do Grande Teatro”,
diz ela. Os dois eram testemunhas de situações
cômicas que, involuntariamente, iam para o ar, já
que a atração era ao vivo. “Quando fizemos
La Bohème, eu usei umas saias enormes de
época e, quando fui sair de cena, a roupa enganchou
e eu carreguei o cenário junto”, lembra. Dividir
o palco com Britto, um dos grandes galãs da época,
tinha seu preço. “Já levei muito desaforo
de mulheres que achavam que tínhamos um caso”,
conta Nathália. “Fernanda Montenegro também
fazia par com ele, mas, como era casada, todo mundo falava
de mim.” Na terça-feira 31, Nathália,
Sérgio, Fernanda, Ítalo Rossi e o dramaturgo
Manoel Carlos, responsável por grande parte dos textos,
encontraram-se em São Paulo, na abertura da exposição
Na Caixa – O Grande Teatro Tupi, que reúne
fotos dos teleteatros, cujas fitas não foram preservadas.
“O programa ficou na memória de quem teve a
oportunidade de vê-lo. É emocionante relembrar
esse momento tão lindo”, diz a atriz. .
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