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Ping-pong Lucimara Parisi
“Sou do tempo da tevê a lenha”
Dirceu Alves Jr.
Fotos: Divulgação

Lucimara começou na TV Paulista em 1963 e dirige o Domingão do Faustão desde 1988

Nas páginas de Uma Mulher Que Faz (Arx, 224 págs., R$ 29,90), a diretora artística do Domingão do Faustão, Lucimara Parisi, conta histórias de mais de quatro décadas na televisão. Em um descontraído depoimento em primeira pessoa, Lucimara fala de amigos, relembra histórias de bastidores e só deixa o leitor com uma curiosidade: “Minha idade, eu não revelo nem sob tortura!”.

O projeto desse livro já era antigo?
Não. Existiam conversas de amigos aqui e lá. O Fausto sempre me dava idéias e dizia que essas histórias não podiam se perder. A maior parte do livro é de histórias conhecidas da turma de tevê, mas vi que precisava torná-las públicas.

Como você começou na televisão?
Sou o exemplo do “deixa a vida me levar”. Estava no final do 2º grau, aquela época em que a gente não tem nada para fazer além de ir à aula, e uma amiga me convidou para conhecer a TV Paulista. As pessoas me curtiram, e assinei meu primeiro contrato em 1963. Sou do tempo da tevê a lenha.

Quando conheceu Fausto Silva?
Cobrimos juntos as Copas de 1978, na Argentina, e de 1982, na Espanha. Logo surgiu o Perdidos na Noite, na Bandeirantes, que é o embrião de tudo o que vemos hoje, do Casseta & Planeta, Urgente! ao Pânico. Nossa equipe era de quatro pessoas e dava tudo certo. Hoje temos um exército e sempre com problemas. Eu e o Fausto temos um casamento perfeito, quase 28 anos de respeito, compreensão, admiração. Ele me enche
de broncas. Fico muito chateada, mas depois já estamos nos amando
de novo.