21 de fevereiro de 2000
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Carlos Chagas Filho
Presidente da entidade que absolveu Galileu Galilei, o cientista morreu aos 89 anos sem ver sua autobiografia publicada

Foto: F. Sokolonicz

A dicotomia entre religião e ciência nunca intimidou Carlos Chagas Filho, filho do descobridor da doença de Chagas. Ele abraçou a ambas com o mesmo zelo. Reconhecido como um dos grandes racionalistas da atualidade, ele participou de comissões científicas da ONU (Organização das Nações Unidas), entrou para a Faculdade de Medicina quando tinha apenas 15 anos, em 1925, colecionou 16 títulos de doutor "honoris causa" e 19 condecorações acadêmicas. Católico fervoroso, Chagas Filho conduziu o processo que reabilitou o astrônomo Galileu Galilei - forçado pela Igreja a renegar sua descoberta de que a Terra gravitava ao redor do Sol -, na condição de presidente da Academia Pontifícia de Ciência do Vaticano, em 1992. Descobriu que a peça era uma falsificação do século VII. Sua última obra foi a autobiografia Um Aprendiz de Ciência, que não conseguiu ver publicada. "Ele foi um dos maiores expoentes do história do conhecimento no País", declarou o ministro Ronaldo Sardenberg, da Ciência e Teconologia. Carlos Chagas Filho morreu na quarta-feira 16, vítima de falência múltipla dos órgãos, após dois meses internado com pneumonia. Seu corpo foi sepultado na quinta-feira 17, no cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro. Deixa quatro filhas.

Nádia Maria (Lêda Soares Gama), que se tornou conhecida ao fazer imitações jocosas das ex-ministras Zélia Cardoso de Mello e Maria da Conceição Tavares no programa Escolinha do Professor Raimundo, morreu aos 68 anos, em Itatiaia, no Rio de Janeiro. A atriz pernambucana estava em coma há seis meses, vítima de um câncer no cérebro. Nádia começou fazendo radioteatro, em 1948, mas logo enveredou para o humorismo. "Ela era perfeccionista e fazia imitações maravilhosas", disse o amigo Chico Anysio. Ela foi sepultada na quinta-feira 17, no Cemitério do Caju, no Rio.

Wellington de Paulo Nascimento, cenotécnico do grupo mineiro de música pop Pato Fu, morreu ao cair de uma altura de 6 metros enquanto montava cenários para o show do grupo no sábado 19 em Belém (PA), aos 31 anos. Seus colegas tentaram levá-lo para um hospital mas ele não sobreviveu aos ferimentos. Perturbados com o acidente, os músicos do Pato Fu cancelaram a apresentação, apesar de 5 mil ingressos já terem sido vendidos. Seu corpo foi enterrado no domingo 20, em Belo Horizonte. Deixa mulher e uma filha.

Dante de Laytano, considerado um dos maiores folcloristas do século 20, morreu de insuficiência cardíaca na sexta-feira 18, em Porto Alegre, aos 91 anos. Além de publicar mais de 20 livros que influenciaram várias gerações de intelectuais - como o presidente Fernando Henrique Cardoso -, ele foi o coordenador do processo que levou ao reconhecimento dos Sete Povos das Missões como patrimônio histórico da humanidade. O historiador gaúcho, descendente de imigrantes italianos, presidia a Comissão da ONU para a Educação, Ciência e Cultura no Rio Grande do Sul. Seu corpo foi sepultado na sexta-feira 18 no cemitério São Miguel e Almas, em Porto Alegre.

 

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