28 de fevereiro de 2000
Home
Outras Edições
Outras Edições
Diversão e Arte
Home
Assine
Assine
Semana
Assine
Assine
Assine
Fale Conosco
Assine
Busca
 

Leia também:

Televisão
Megatom
América Global
Gritos de Carnaval
Programa Silvia Poppovic

No Ibope
Fique de olho


Cinema

O Verão de Sam
O Informante
Beleza Americana
Um olho na rebeldia, outro na bilheteria
Os Ursos de Berlim

Bilheteria

Música

El Amor de Mi Tierral
Monk on Monk
Tudo Azul

Hits

Livros

Um Grande Garoto
Embalos Musicais
Histórias de histórias famosas

Best sellers

Internet

Mulheres Negras
Frases de famosos


Televisão - Humor

Megatom
Tom Cavalcante gera risos espontâneos em suas poucas escapadas do roteiro

Neuza Sanches

Foto: Alexandre Tokitaka

Tom Cavalcante gastou quase um ano para estrear seu primeiro programa-solo na televisão brasileira. Deveria ter levado mais tempo. Assim, pouparia o telespectador desavisado da constatação de que Megatom (Globo, domingo, 15h45) não investe no que o humorista tem de melhor: o improviso. Pelo contrário. A empreitada, que estreou no domingo 20, tinha um toque dos musicais dos anos 50: a cada dúzia de palavras, uma música. As apresentações, ecléticas, saltaram do axé de Ivete Sangalo ao brega romântico de Reginaldo Rossi, passando por Baby do Brasil e pelo sertanejo Leonardo.

Mas nem tudo está perdido. Tom Cavalcante sabe do seu talento. E as raras gargalhadas espontâneas que provocou no público do auditório em São Paulo e até em alguns convidados ocorreram quando deixou o texto de lado e soltou frases abruptas como "Cadê o roteiro que estava aqui?", ao lado de Leonardo, que não conteve o riso.

Tom encarnou vários personagens. Do clone de Roberto Carlos à perua Ivonete, do aposentado Venâncio ao casal gay Batman e Robin. Alguns têm futuro. A dupla dinâmica, por exemplo, estreou com Robin (Tom) tendo um chilique por conta do ciúme provocado por Batman (Marcelo Saback), que estaria tendo um caso com a Mulher Gato. Fofoca do malvado Pingüim. Tudo bem que a felina ficou deslocada na história, mas Tom estava solto e soube aproveitar o fôlego do garoto prodígio, no melhor estilo de A Gaiola das Loucas, com Ugo Tognazzi. "Tomara que você morra de asma", improvisou Tom ao seu parceiro, que se desmanchou em risos.

O velho aposentado é ponto alto do programa. Entrou no tema que atinge mais de 5 milhões de brasileiros com idade avançada - a minguada aposentadoria. Venâncio teve de fazer transplante de rim, só que por causa de seu deficiente plano de saúde, recebeu o órgão de um cachorro. Arrancou gargalhadas do público, sem, sabiamente, ter apelado para palavrões. Megatom está cru. Mas vale acompanhar o seu amadurecimento.

Falta subir o tom do improviso

Ping-Pong

Tom Cavalcante

Seu objetivo sempre foi ter um programa-solo?
As pessoas precisam encher sua auto-estima para você acreditar que merece ter um programa. Foi o que aconteceu comigo. Estou numa fase muito feliz: primeiro o nascimento da minha terceira filha e agora o Megatom. Diria que me sinto como cavalo em 7 de setembro: cagando, andando e sendo aplaudido.

Que ajustes o programa sofreu com a mudança de horário, já que a princípio havia sido idealizado para a noite?
Tivemos que deixar a linguagem mais leve, mas o programa pode ganhar muito sem o apelo de palavrões e escatologias.

Qual o esquema da participação de convidados?
A idéia é ter um elenco fixo e convidados globais, mas ainda não fechamos os nomes.

Você vai dar espaço para novos humoristas?
Megatom está aberto para quem tiver capacidade. Gente que fazia animação em festa de aniversário já está atuando conosco.

Quem vai comandar o programa: você ou seus personagens?
Vai haver um equilíbrio entre o Tom Cavalcante e seus personagens.

Vai abrir para o improviso?
O programa é muito gostoso de fazer, justamente por estar todo em aberto. A câmera vai estar sempre ligada e vamos aproveitar todas as piadas que não estiverem programadas.

E a briga com Chico Anysio?
Foi uma briga muito nossa e está sanada. Agora prevalece a amizade e o profundo respeito pelo grande mestre do humor. Até vamos tentar trazer o Alberto Roberto.

 

Boletim Assine Fale Conosco Outras edições Home Boletim Assine Fale conosco Outras edições Home