28 de fevereiro de 2000
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Música - Samba

Tudo Azul
Marisa Monte produz CD da Velha Guarda da Portela e acerta o tom

Aluizio Falcão

Foto: Divulgação

Paulinho da Viola já disse, em famosa estrofe, ser impossível "definir aquele azul", avistado em certa manhã de Carnaval. Um azul que não era do mar nem do céu, mas de outra força igualmente superior, a escola que acelerava seu coração de sambista. Agora, diante do CD Tudo Azul, da Velha Guarda da Portela, qualquer coração brasileiro também se deixa levar. É um disco irresistível.

A aula começa na voz do professor Monarco, o mais moço da turma e já legítimo sucessor do lendário Paulo da Portela. Na vinheta de abertura, seu timbre expressivo, presente em quase todo o trabalho, prenuncia os grandes tesouros do baú portelense. Segue-se imediatamente "O Mundo é Assim", clássico do falecido Alvaiade. A interpretação tem a mesma carga emotiva do registro do autor, em 1974, na coleção História das Escolas de Samba, da gravadora Marcus Pereira.

É impossível escolher as melhores pérolas de um colar, mas aí vão indicações: "Você me Abandonou" (Alberto Lonato), "Sempre teu Amor" (Manacéia), "Corra pra Ver" (Chico Santana/ Monarco/ Casquinha) e "Minha Vontade" (Chatim). Nesta última, a convidada Cristina Buarque e as pastoras Eunice, Doca, Surica e Áurea Maria tornam inesquecível uma faixa com apenas 1min18s. Louve-se também a performance dos demais convidados: Zeca Pagodinho, Mauro Diniz, Paulinho da Viola e Marisa Monte.

Marisa, a produtora, decidiu corretamente gravar sambas de quadra, em vez dos sambas-enredo amplamente difundidos. Outro acerto foi ampliar o repertório, mesmo encurtando as faixas. O encarte é caprichado e as fichas técnicas incluem até as datas de cada composição. Um texto sobre a Portela, de Lena Frias, tem a mesma qualidade.

Tudo Azul incorpora-se definitivamente à melhor discografia do samba. E Marisa Monte passa a figurar com destaque na galeria dos nossos mais criativos e generosos produtores.

Uma aula de samba

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