28 de fevereiro de 2000
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Clássicos do cinema continuam rendendo boa literatura

Paula Alzugaray

Os clássicos do cinema exercem um fascínio tão grande sobre cinéfilos e apreciadores da sétima arte que não param nunca de render boa literatura. A coleção Artemídia, da Editora Rocco - que desde 1995 já lançou 45 títulos - é uma amostra de que os bons filmes não morrem nos letreiros finais. A coleção, que faz análises e conta histórias saborosas das filmagens, traz agora Os Pássaros, a obra prima de Alfred Hitchcock, vista por Camille Paglia, e O Gabinete do Dr. Caligari, pelo crítico de cinema David Robinson.

De um fôlego só, em um texto sem intertítulos, Camille Paglia intercala ensaio e reportagem - entrevistou membros da equipe e a atriz Tippi Hedren, mãe de Melanie Griffith e descoberta por Hitchcock em um comercial de bebida dietética. A partir da análise do filme e da psicologia de sua protagonista, Paglia transcorre sobre as personagens femininas de toda obra de Hitchcock, traçando interessantes paralelos. Procurar relações ocultas entre os diversos filmes vira uma diversão tanto para a autora quanto para o leitor. Na brincadeira de detetive, ela descobre, por exemplo, que Os Pássaros e Psicose têm início à mesma hora: 14h43.

Paglia, professora de Letras na Universidade das Artes da Filadélfia - que fez barulho no início dos anos 90 com ensaios sobre sexualidade - só passa da conta quando insiste em ver símbolos fálicos em lápis, saltos agulha, ou até mesmo em uma bolsa, "uma mochila de caça para aprisionar a presa masculina".

O Gabinete do Dr. Caligari, de 1920, um marco do cinema expressionista alemão, ganhou uma análise bastante mais técnica. Parte de uma obtusa polêmica sobre a alteração do roteiro original, mas acaba munindo o leitor de dados preciosos sobre o filme e seu assustador protagonista. Conta, por exemplo, que a inspiração de Caligari veio de um assassinato em um parque de diversões, testemunhado pelo roteirista Hans Janowitz. E que, para caracterizar a aparência física do personagem - com seus olhos arregalados de hipnotizador - foram usados retratos do compositor Schopenhauer.

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