28 de fevereiro de 2000
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Cinema - Comédia

Beleza Americana
Intensidade dramática é trunfo do campeão de indicações ao Oscar

Paula Alzugaray

Imagine todos os clichês, tabus e estereótipos da família média americana reunidos em duas casas vizinhas de um subúrbio qualquer, separados por um impecável canteiro de rosas. Comece visualizando o quarentão Lester Burnham (Kevin Spacey, Oscar de ator coadjuante em 1995 por Os Suspeitos), que quer recuperar o tempo perdido e voltar aos 18 anos. Demite-se do emprego e volta a fumar maconha, ouvir Pink Floyd, masturbar-se no chuveiro, além de malhar pesado, sonhando em despetalar a amiga da filha.

Ao lado, sua neurótica esposa Martha (Annette Bening, Os Imorais), uma agente imobiliária cuja maior ambição é "manter uma aparência de sucesso". Em seguida, sua filha adolescente Jane (Thora Birch, Jogos Patrióticos), insegura, reclusa e revoltada contra a estúpida relação dos pais.

Como não notar a amiga da filha, Angela (Mena Suvari, American Pie), bonitinha, mas ordinária? E o vizinho, ex-fuzileiro naval, ultra-reacionário e avesso a homossexuais, que interna o filho num manicômio depois de pegá-lo consumindo maconha. Finalmente, detenha-se no filho do vizinho, Ricky (Wes Bentley, Beloved), traficante e voyeur, que registra tudo isto que você também está assistindo através das janelas e de uma câmera digital.

Há algo de sexo, mentiras e videoteipes em Beleza Americana. A tríade está aqui novamente representada em mais uma ácida crônica de costumes da classe média americana em que as verdades acabam superando a mediocridade. Uma crítica tão certeira que o filme tornou-se o grande campeão do Globo de Ouro e é, agora, a estrela do Oscar 2000, com indicações em oito categorias, inclusive para o diretor estreante Sam Mendes, pinçado do teatro inglês por Steven Spielberg.

O tratamento de roteiro (Alan Ball, indicado ao Oscar) de um tema tão explorado certamente é incomum, mas todas as qualidades de Beleza Americana revertem à intensidade dramática atingida pelos atores. Kevin Spacey (indicação de melhor ator) é o dono da cena, infalível em seu olhar irônico-sarcástico. Annette Bening (indicação de melhor atriz) transpira por todos os poros a ansiedade de sua personagem. E Wes Bentley entra em cena como revelação, interpretando com elegância o enigmático Ricky.

A vida como ela é

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