28 de fevereiro de 2000
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Clóvis Bornay

Foto: Reprodução

De tanto vencer, Clóvis Bornay não pode mais competir. O museólogo, que tornou-se conhecido em todo o País como um dos mestres em fantasias de Carnaval, é hors-concours. São seis décadas de concursos, luxo e criatividade em paramentar-se. Como em 1970, quando foi flagrado entre os arquiinimigos Evandro de Castro Lima (à esq.) e Mauro Rosas, no baile do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. É uma das raras fotos em que os três aparecem juntos. "Foi um momento de distração", afirma Bornay, que usava a fantasia O Apogeu do Homem na Lua. "A rivalidade que tínhamos era como a das estrelas do rádio, tipo Emilinha e Marlene", explica. Filho de mãe espanhola e pai suíço, Bornay está com 84 anos, 64 deles dedicados ao Carnaval. E não pretende parar. Este ano, porém, desapontado com o que classifica de "decadência causada por organizadores inescrupulosos", ele se recusou a participar de desfiles de fantasia, mas será destaque em carros alegóricos das escolas Grande Rio e Acadêmicos da Rocinha. Nesta última, ele sairá vestido de conquistador francês no alto de uma galera. "Já pensou se eles tivessem nos conquistado em vez dos portugueses? Seria uma marrrrravilha", diz Bornay.


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