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Clóvis
Bornay
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Foto:
Reprodução
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De tanto
vencer, Clóvis Bornay não pode mais competir. O museólogo,
que tornou-se conhecido em todo o País como um dos mestres
em fantasias de Carnaval, é hors-concours. São seis décadas
de concursos, luxo e criatividade em paramentar-se. Como em
1970, quando foi flagrado entre os arquiinimigos Evandro de
Castro Lima (à esq.) e Mauro Rosas, no baile do Teatro Municipal
do Rio de Janeiro. É uma das raras fotos em que os três aparecem
juntos. "Foi um momento de distração", afirma Bornay, que
usava a fantasia O Apogeu do Homem na Lua. "A rivalidade que
tínhamos era como a das estrelas do rádio, tipo Emilinha e
Marlene", explica. Filho de mãe espanhola e pai suíço, Bornay
está com 84 anos, 64 deles dedicados ao Carnaval. E não pretende
parar. Este ano, porém, desapontado com o que classifica de
"decadência causada por organizadores inescrupulosos", ele
se recusou a participar de desfiles de fantasia, mas será
destaque em carros alegóricos das escolas Grande Rio e Acadêmicos
da Rocinha. Nesta última, ele sairá vestido de conquistador
francês no alto de uma galera. "Já pensou se eles tivessem
nos conquistado em vez dos portugueses? Seria uma marrrrravilha",
diz Bornay.
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