Diversão & arte - Teatro  
Divulgação

Ágata (Marcos Breda) e
Rosalinda (Camila Pitanga): comunicabilidade e qualidade

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Comédia
A Maldição do Vale Negro
Camila Pitanga e Marcos Breda confirmam a afinada
parceria em ótima sátira aos melodramas
Dirceu Alves Jr.

Nada mais engraçado que um dramalhão levado às últimas conseqüências. E é justamente por não ter medo de parecer melodramático ou ridículo que A Maldição do Vale Negro, de Caio Fernando Abreu e Luiz Arthur Nunes, configura-se em uma surpresa. Surpresa nem tão grande para aqueles que já aplaudiram a parceria anterior dos atores e produtores Camila Pitanga e Marcos Breda com
o diretor Luiz Arthur Nunes, Arlequim, Servidor de Dois Patrões.

A Maldição do Vale Negro parte de um drama mirabolante. Rosalinda (Camila) é a mocinha sofredora que desconhece um segredo ocultado pela maquiavélica governanta Ágata (Marcos Breda, hilário). Com uma direção ágil sem parecer televisiva e que não menospreza marcações e tampouco faz disso um gesso para os atores, o espetáculo mostra que comunicabilidade e qualidade não formam uma equação impossível.

Belos figurinos, cenografia necessária e um elenco sintonizado proporcionam uma peça com razão de ser. Resultado de uma pesquisa sobre as diferentes vertentes da comédia ocidental, A Maldição atesta um óbvio esquecido. Não basta pegar um texto, gastar em produção e rodar por aí. Se quem está no palco não entende a proposta do diretor, é pedir demais que a platéia embarque na viagem. Vale abençoado

Teatro Sesc Vila Mariana
r. Pelotas, 141, São Paulo, tel. (11) 5080-3000. Até 19/6.