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Começar de Novo
Trama de Antonio Calmon foi do drama à
comédia e sai do ar sem deixar saudade

Dirceu Alves Jr.

Fotos: Divulgação
Marcos Paulo e Natália do Vale: romance insosso

Você imagina uma trama de vingança, protagonizada por um amargo cinqüentão que não lembra do passado, cair no gosto do público das novelas da sete? Antonio Calmon e Elizabeth Jhin apostaram nesse tiro incerto com Começar de Novo, que saiu do ar na sexta-feira 15 com pífios 33 pontos de audiência, e jogaram no ar um dos maiores embaraços da Globo nos últimos anos.

O que levou Calmon a seguir esse caminho tortuoso ninguém sabe. Talvez o autor de sucessos como Top Model e Vamp, todas marcadas pela leveza, tenha se inspirado nas divertidas situações melodramáticas de Da Cor do Pecado, atração anterior do horário que passava dos 50 pontos, e pensou que chorar daria resultado. Nem a volta de Marcos Paulo ao posto de galã sensibilizou as telespectadoras, que se mostraram indiferentes ao insosso romance de Miguel Arcanjo com Letícia (Natália do Vale).

Se a largada se deu como um vale de lágrimas, Começar de Novo se transformou em uma outra novela logo que o público torceu o nariz. O primeiro passo foi limar Giselle Itié do posto de protagonista jovem
e escalar Carolina Ferraz. Novos atores, como Bruno Garcia, Tarcísio Filho e Lúcia Alves, entraram na trama, que, aos poucos se tornou comédia, e ganharam mais espaço que as estrelas Eva Wilma e
Marília Pêra. Mas já era tarde. Seria preciso enterrar a sinopse de Calmon e começar tudo de novo.
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