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Enrique Diaz, Rodrigo dos Santos, Jece Valadão
e Thogun (da esq. para a dir.) na filmagem de Carnaval
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Referência mundial quando se trata de seriados, a HBO, que
tem em seu portfólio Sex and the City, Família
Soprano e A Sete Palmos, virou suas atenções
para o País e está filmando no Rio sua primeira série
brasileira, em parceria com a O2. “É muito importante
que o canal tenha um diferencial em relação à
concorrência”, diz Luis Peraza, vice-presidente sênior
de Produção e Aquisições da HBO Latin
America Group.
Há cerca de dois anos, a produtora de Cidade de Deus
foi procurada pela HBO para desenvolver um seriado com o assunto
“Carnaval”, título provisório da atração.
O diretor-geral Cao Hamburger e a roteirista Elena Soarez tentaram
escapar dos estereótipos. “Queria fugir da historinha
do mestre-sala e da porta-bandeira, ou aquela coisa antropológica
e social, de que é o dia em que o povo vira rei. Acho o Carnaval
carioca bonito, mas é um evento, ele não é
característica de todo o povo brasileiro”, diz Cao.
A primeira temporada – se der certo, há a possibilidade
de outras – tem seis episódios de 50 minutos cada,
ao custo total de R$ 6,5 milhões. A maior festa popular do
Brasil é o pano de fundo para o drama familiar do bicheiro
Anésio Gebara (Jece Valadão), cujo filho preferido,
Anesinho (Felipe Camargo) se mata. A partir daí, seu outro
filho legítimo, Claudinho (Enrique Diaz), mais dois bastardos,
Brown (Rodrigo dos Santos) e Nilo (Thogun), brigam pela atenção
do pai. Jece Valadão, que volta a atuar depois de dez anos,
disse que foi “pressionado” pelo filho e pela mulher
a aceitar. “O personagem é muito rico e não
vai contra nada do que penso hoje”, diz ele, pastor da Assembléia
de Deus. “Nunca fui fanático por Carnaval, mas era
amigo do Castor de Andrade. Ele era dócil, apesar de contraventor.
A convivência me facilitou na composição”,
conta Jece.
Além de Carnaval, que deve estrear no último
trimestre do ano na América Latina, a HBO começa em
breve a filmar Mandrake, baseada na obra de Rubem Fonseca
e feita pela Conspiração. Em toda a região,
a idéia é ter três séries produzidas
por ano. “Procuramos idéias originais, coisas que você
não assistiria na tevê aberta, com um certo atrevimento”,
diz Peraza.
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