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EFE
Tevez cresceu numa favela, queimou-se da orelha ao peito, não conheceu o pai e foi criado pela tia
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Esporte
O último tango de Tevez

Modelo consagrada e estrela de musical, na Argentina, Natalia Fassi fez o craque argentino, maior contratação do futebol brasileiro, deixar uma ex-namorada grávida para viver com ela e terminou o namoro depois de uma série de escândalos
Rodrigo Cardoso

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Divulgação
Natalia estudou comércio exterior, gosta de
cavalos e faz campanhas nos Estados Unidos.
A bela e a fera. Na Argentina, assim ficou conhecido o casal formado pela modelo Natalia Fassi, 27, e pelo jogador Carlos Tevez, 21. Natalia e Tevez viveram um romance de quatro meses, até dezembro passado, que caiu como uma bomba na imprensa argentina e marcou para sempre a vida do jogador, contratado por US$ 20 milhões pelo Corinthians – a maior transação da história do futebol brasileiro.

Encantado com a morena Natalia, de 1,70 metro, 52 kg, 90 cm de quadril, 61 de cintura e 90 de busto, Tevez terminou com a antiga namorada, Vanesa Masilla, que estava grávida dele, depois de dois anos e três meses de relacionamento. Deixou-a após ser fotografado com Natalia numa discoteca de Buenos Aires. Este mês, a ex de Tevez dará à luz Florência, primeira filha do jogador.

Natalia é modelo famosa na Argentina, já atuou na tevê e está em cartaz com um musical. Estudou comércio exterior, fez oito comerciais em 2004 (quatro nos Estados Unidos) e tem um site na internet que já recebeu 5 milhões de visitas. “Mas meu interior é mais atrativo que meu exterior. A beleza não é eterna”, diz a modelo. O irmão caçula dela, Nicolás, fã do Boca Juniors, antigo time de Tevez, foi quem convenceu a modelo a conhecer o ídolo numa discoteca de Buenos Aires. Ali, começou o romance.

Tevez virou alvo de paparazzi, brigou com fotógrafos e viu o namoro naufragar ao ser clicado com amigos em um bar, bater o carro na saída e agredir um garoto no estacionamento. “Nunca gostei de escândalos. Quando soube disso, não atendi mais o telefone dele”, disse Natalia, na época.

Tevez driblou vários percalços na vida. Nasceu em Fuerte Apache, favela de Buenos Aires, assim chamada pela dificuldade que a
polícia tem de entrar lá. Dois meses antes de nascer, perdeu o pai, segundo vizinhos, num tiroteio. A mãe, Fabiana, tem o corpo tatuado – fala-se que se envolveu com drogas – e se uniu a José Luis “Tivi” Tevez, que tinha problemas com álcool. Os dois levavam uma vida marcada por brigas.

Com 11 meses, Tevez engatinhou até uma chaleira com água fervendo, que estava no chão e a virou sobre o corpo. Da queimadura, ficou uma cicatriz que vai da orelha direita até o peito. Ao retornar do hospital, após um ano, passou a ser criado por uma tia e seu marido, Segundo Tevez. Sua mãe estava em estado de choque e precisou de ajuda médica. Quando se refez, gerou mais 7 filhos. Segundo, que adotou Tevez também porque a esposa tinha dificuldade de engravidar, teve 4 filhos após um tratamento dela.

Tevez conviveu com todos num apartamento de 60 m2 até os 15 anos. Em seu quarto, de onde saiu para se tornar a fera dos gramados, estavam os pôsteres de jogadores de futebol e os poemas escritos por ele na parede para a primeira namorada. Um amante à moda antiga.

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