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Quase 30 anos mais velho que Mayara, Herval diz que ela é mais ciumenta. “Quando olho para alguma mulher, ela me ameaça e diz que, se eu continuar olhando, vai falar: ‘Ô, papai, não faz isso não!’”, diverte-se
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Carreira
O amor que esperou 20 anos

No ar em A Escrava Isaura, Mayara Magri fala do
casamento com o diretor Herval Rossano, por
quem viveu uma paixão platônica durante duas
décadas, e curte a volta à tevê após sete anos
texto: Claudia Jordão
foto: Piti Reali

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Fazia 20 anos que uma fotografia da atriz Mayara Magri e do diretor de A Escrava Isaura, Herval Rossano, debruçados num iate que rumava para Angra dos Reis (RJ), jazia empoeirada em um baú de fotos e recortes de jornais antigos. Há um ano, a atriz reencontrou o retrato. Reproduzida em várias cópias, a fotografia hoje decora o lar dos dois, enfeita a sala de Herval na Record e é o símbolo do recomeço de uma história de amor que não pôde ser vivida, na época em que o diretor e a atriz estiveram em Angra para rodar a novela A Gata Comeu.

“Tive uma queda pela Mayara e ela por mim. Mas eu tinha uma filha
de quatro anos e não tinha como me separar”, diz Herval, 70. “É o resgate de uma história que a gente está vivendo intensamente.
Talvez ele seja a minha alma gêmea”, conta Mayara, 42. Em 1985, Mayara e Herval se conheceram e se apaixonaram, mas não pu-
deram se entregar ao sentimento na plenitude. Ele era casado com
a atriz Nívea Maria, de quem está divorciado. Solteiro novamente,
há pouco mais de um ano Herval viu uma entrevista de Mayara
numa revista e resolveu procurá-la.

A história de amor gerou frutos no trabalho – Herval a dirige em A Escrava Isaura. “Dizem que estou na novela por causa dele, mas não. Ele estava na minha vida antes, fizemos vários trabalhos juntos e sempre nos demos bem”, afirma a atriz, que há sete anos não fazia uma novela. Se dependesse dela, o relacionamento também geraria herdeiros. “Quero ter filhos”, diz Mayara. “Tem que ser logo, mas não sei se o Herval vai querer. Ele já teve filhos.”

Os dois se dizem ciumentos, quase como adolescentes apaixonados. “Tenho ciúmes, mas ela tem dez vezes mais. Quando eu olho para alguma mulher, ela me ameaça e diz que, se eu continuar olhando, ela vai falar: ‘Ô, papai, não faz isso, não!’, diverte-se Herval. Quando era casado com Nívea, o diretor esteve à beira da morte por conta de um enfarto e, hoje, usa marcapasso. A saúde dele é uma preocupação para Mayara: “Me dedico muito a ele, cuido com o maior prazer. E ele está bem melhor do que quando nos reencontramos.”

Atriz premiada no teatro e no cinema, Mayara passou os últimos anos fazendo teatro e viajando pelo Brasil. Após 17 novelas e séries, quatro filmes e uma dezena de peças, ela está feliz com a volta à tevê. “Não é um personagem que está na praia, bota a canga e vai comprar um suco. É um trabalho que permite criar”, diz ela, que critica as atrizes que são apenas mais um rostinho bonito na tevê: “Às vezes, a televisão parece mais um lugar para se desfilar”.

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