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Fazia 20 anos que uma fotografia da atriz Mayara
Magri e do diretor de A Escrava Isaura, Herval
Rossano, debruçados num iate que rumava para
Angra dos Reis (RJ), jazia empoeirada em um baú
de fotos e recortes de jornais antigos. Há
um ano, a atriz reencontrou o retrato. Reproduzida
em várias cópias, a fotografia hoje
decora o lar dos dois, enfeita a sala de Herval na
Record e é o símbolo do recomeço
de uma história de amor que não pôde
ser vivida, na época em que o diretor e a atriz
estiveram em Angra para rodar a novela A Gata Comeu.
“Tive uma queda pela Mayara e ela por mim.
Mas eu tinha uma filha
de quatro anos e não tinha como me separar”,
diz Herval, 70. “É o resgate de uma história
que a gente está vivendo intensamente.
Talvez ele seja a minha alma gêmea”, conta
Mayara, 42. Em 1985, Mayara e Herval se conheceram
e se apaixonaram, mas não pu-
deram se entregar ao sentimento na plenitude. Ele
era casado com
a atriz Nívea Maria, de quem está divorciado.
Solteiro novamente,
há pouco mais de um ano Herval viu uma entrevista
de Mayara
numa revista e resolveu procurá-la.
A história de amor gerou frutos no trabalho
– Herval a dirige em A Escrava Isaura.
“Dizem que estou na novela por causa dele, mas
não. Ele estava na minha vida antes, fizemos
vários trabalhos juntos e sempre nos demos
bem”, afirma a atriz, que há sete anos
não fazia uma novela. Se dependesse dela, o
relacionamento também geraria herdeiros. “Quero
ter filhos”, diz Mayara. “Tem que ser
logo, mas não sei se o Herval vai querer. Ele
já teve filhos.”
Os dois se dizem ciumentos, quase como adolescentes
apaixonados. “Tenho ciúmes, mas ela tem
dez vezes mais. Quando eu olho para alguma mulher,
ela me ameaça e diz que, se eu continuar olhando,
ela vai falar: ‘Ô, papai, não faz
isso, não!’, diverte-se Herval. Quando
era casado com Nívea, o diretor esteve à
beira da morte por conta de um enfarto e, hoje, usa
marcapasso. A saúde dele é uma preocupação
para Mayara: “Me dedico muito a ele, cuido com
o maior prazer. E ele está bem melhor do que
quando nos reencontramos.”
Atriz premiada no teatro e no cinema, Mayara passou
os últimos anos fazendo teatro e viajando pelo
Brasil. Após 17 novelas e séries, quatro
filmes e uma dezena de peças, ela está
feliz com a volta à tevê. “Não
é um personagem que está na praia, bota
a canga e vai comprar um suco. É um trabalho
que permite criar”, diz ela, que critica as
atrizes que são apenas mais um rostinho bonito
na tevê: “Às vezes, a televisão
parece mais um lugar para se desfilar”.
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