21 de fevereiro de 2000
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Arnaldo Rosa
Líder do Demônios da Garoa, o mais importante grupo paulista de samba, Arnaldo Rosa morre de cirrose hepática

Foto: Renata Falzoni

"Quin-tin-donde nós passemo dias feliz de nossa vida." O atentado à gramática era proposital quando se tratava do irreverente Adoniran Barbosa, que contou com a providencial colaboração de Arnaldo Rosa, líder dos Demônios da Garoa, para colocar São Paulo no mapa do samba. Arnaldo tornou o grupo um dos mais importantes da música brasileira, gravando 65 discos em 57 anos de carreira. Ele foi um de seus fundadores, em 1943, quando cantavam em festas no bairro da Moóca sob o nome Grupo do Luar. Em 1951, os Demônios venceram o Carnaval paulistano com o samba "Malvina", de Adoniran Barbosa, inaugurando uma parceria de sucesso que criaria clássicos como "Saudosa Maloca" e "Samba do Arnesto". Aposentou-se em novembro de 1998, quando começou a tomar remédios para dores na coluna. "Acho que isso agravou os problemas que ele já tinha", diz Sérgio Rosa, 47 anos, filho de Arnaldo. O cantor morreu na sexta-feira 11, no Hospital São Lucas, em São Paulo, onde estava internado vítima de uma hemorragia digestiva causada por cirrose hepática, aos 71 anos. Seu corpo foi sepultado no sábado 12 no cemitério da Quarta Parada, em São Paulo, ao som de "Trem das Onze", outra canção de Adoniran imortalizada pelos Demônios. Além dos filhos Sérgio e Sônia, deixa a mulher e sete netos.

Charles M. Schulz, o cartunista americano que criou a turma do Charlie Brown e seu beagle Snoopy, morreu durante o sono no sábado 12, aos 77 anos. Ele tinha câncer do cólon e havia sofrido uma série de pequenos derrames há três meses, que o levaram a se aposentar. Ele inaugurou sua famosa tirinha em 1950, alcançando em pouco tempo 2,4 mil jornais em 68 países. Curiosamente, ele morreu na véspera da publicação de sua tira de despedida: Snoopy sentado em frente a sua máquina de escrever, cercado de outros personagens, datilografando uma carta de agradecimento e despedida a seus leitores. Deixa a mulher, cinco filhos e 18 netos e bisnetos.

Roger Vadim, cineasta francês que revelou a atriz Brigitte Bar dot com ...E Deus Criou a Mulher (1956), morreu na sexta-feira 11 em um hospital de Paris, vítima de câncer, aos 72 anos. Diretor de 26 filmes, Vadim foi casado com Bardot, Jane Fonda e Catherine Deneuve. A marca de seus filmes era a sensualidade com que filmava o corpo feminino, como no striptease intergalático de Jane Fonda em Barbarella (1968). Filho de pai russo e mãe francesa, nascido Roger Plemianikov, foi ator de teatro e repórter da revista Paris-Match antes de iniciar no cinema, aos 28 anos. Entre suas outras conquistas, estão as atrizes Angie Dickinson e Jeanne Moreau. Deixa quatro filhos.

 

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