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Arnaldo
Rosa
Líder
do Demônios da Garoa, o mais importante grupo paulista
de samba, Arnaldo Rosa morre de cirrose hepática
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Foto:
Renata Falzoni
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"Quin-tin-donde
nós passemo dias feliz de nossa vida." O atentado
à gramática era proposital quando se tratava
do irreverente Adoniran Barbosa, que contou com a providencial
colaboração de Arnaldo Rosa, líder dos
Demônios da Garoa, para colocar São Paulo no
mapa do samba. Arnaldo tornou o grupo um dos mais importantes
da música brasileira, gravando 65 discos em 57 anos
de carreira. Ele foi um de seus fundadores, em 1943, quando
cantavam em festas no bairro da Moóca sob o nome Grupo
do Luar. Em 1951, os Demônios venceram o Carnaval paulistano
com o samba "Malvina", de Adoniran Barbosa, inaugurando
uma parceria de sucesso que criaria clássicos como
"Saudosa Maloca" e "Samba do Arnesto".
Aposentou-se em novembro de 1998, quando começou a
tomar remédios para dores na coluna. "Acho que
isso agravou os problemas que ele já tinha", diz
Sérgio Rosa, 47 anos, filho de Arnaldo. O cantor morreu
na sexta-feira 11, no Hospital São Lucas, em São
Paulo, onde estava internado vítima de uma hemorragia
digestiva causada por cirrose hepática, aos 71 anos.
Seu corpo foi sepultado no sábado 12 no cemitério
da Quarta Parada, em São Paulo, ao som de "Trem
das Onze", outra canção de Adoniran imortalizada
pelos Demônios. Além dos filhos Sérgio
e Sônia, deixa a mulher e sete netos.
Charles
M. Schulz, o cartunista americano que criou a turma do Charlie
Brown e seu beagle Snoopy, morreu durante o sono no sábado
12, aos 77 anos. Ele tinha câncer do cólon
e havia sofrido uma série de pequenos derrames há
três meses, que o levaram a se aposentar. Ele inaugurou
sua famosa tirinha em 1950, alcançando em pouco tempo
2,4 mil jornais em 68 países. Curiosamente, ele morreu
na véspera da publicação de sua tira
de despedida: Snoopy sentado em frente a sua máquina
de escrever, cercado de outros personagens, datilografando
uma carta de agradecimento e despedida a seus leitores. Deixa
a mulher, cinco filhos e 18 netos e bisnetos.
Roger
Vadim, cineasta francês que revelou a atriz Brigitte
Bar dot com ...E Deus Criou a Mulher (1956), morreu na sexta-feira
11 em um hospital de Paris, vítima de câncer,
aos 72 anos. Diretor de 26 filmes, Vadim foi casado com
Bardot, Jane Fonda e Catherine Deneuve. A marca de seus filmes
era a sensualidade com que filmava o corpo feminino, como
no striptease intergalático de Jane Fonda em Barbarella
(1968). Filho de pai russo e mãe francesa, nascido
Roger Plemianikov, foi ator de teatro e repórter da
revista Paris-Match antes de iniciar no cinema, aos 28 anos.
Entre suas outras conquistas, estão as atrizes Angie
Dickinson e Jeanne Moreau. Deixa quatro filhos.
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