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Televisão - Musical
Musikaos
Cultura reedita o Fábrica do Som e
abre espaço para música alternativa
Ramiro
Zwetsch
"Está
começando o programa que vai combater a ditadura da baixa
qualidade da tevê, que já está enchendo o saco",
brada o apresentador Gastão Moreira para um auditório
de 700 universitários, na gravação da segunda
edição de Musikaos (que estréia sábado
19 na Rede Pública, às 19h).
Dirigido por
Pedro Vieira - que também dirigia o extinto e emblemático
Fábrica do Som, que foi ao ar na mesma Rede Cultura no começo
da década de 80 -, Musikaos tem a proposta de receber atrações
artísticas marginalizadas pela mídia, como artes plásticas
e poesia, além da música. "Só não
aparecerão no programa grupos de axé, pagode ou country,
pois são estilos que já têm mais espaço
na mídia que sua qualidade merece", sentencia Vieira.
Participam do
programa toda semana: um músico ou banda consagrados (Tom
Zé, Otto, Lobão, Pato Fu e Ira! já gravaram
participações para as primeiras edições),
atrações musicais desconhecidas do grande público,
um artista plástico que cria uma obra durante a gravação,
um poeta e um representante de alguma organização
não-governamental (Greenpeace e S.O.S. Mata Atlântica,
por exemplo).
Há ainda
uma gincana entre duas faculdades - representadas por uma banda
e um orador que serão julgados pelo júri do programa.
O compositor Jorge Mautner é o presidente vitalício
desse júri e suas considerações instigaram
diversas e saudáveis reações nos primeiros
programas gravados - da vaia ensurdecedora ao aplauso entusiasmado
-, despertando a discussão e a polêmica.
Gastão
mostrou-se muito à vontade como apresentador e não
poupou esforços para manter seu auditório animado
nas primeiras gravações. Não é para
menos. Não só ele ganha com o programa, mas também
a música alternativa, que não tinha espaço
na tevê brasileira. Assim como o Fábrica do Som serviu
de trampolim para bandas emergentes dos anos 80 - como Titãs
e Ultraje a Rigor - Musikaos será um bom termômetro
para vermos como anda a produção musical no começo
do ano 2000.
Para ver
e ouvir
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