21 de fevereiro de 2000
Home
Outras Edições
Diversão e Arte
Home
Assine
Assine
Semana
Assine
Assine
Assine
Fale Conosco
Assine
Busca
 

Leia também:

Televisão
Musikaos
Interatividade na tevê
Esporte Prêmio
Mariah Moraes
No Ibope
Fique de olho

Cinema

A Praia
Medo e Delírio
Bebês Geniais
O Talentoso Ripley
Minghella defende a arte da rebeldia
Oscar brasileiro
Buena Vista Social Club

Bilheteria

Teatro
O Rei da Vela
Solange Farkas e a ópera virtual

Música

Meu Nome É Gil
When I Look in your Eyes
Tributo a Cazuza

Hits

Livros

O Avesso dos Dias
Filha da Fortuna

Best sellers

Internet

Top Hits
Turco Mahir


Televisão - Foco

Interatividade na tevê

Gabriela Mellão

Tas está na tevê e na tela do computador: telespectador participa com microcâmera

A fusão de novas tecnologias de comunicação hoje é acompanhada com olhar de lupa pelos executivos das principais emissoras de televisão do Brasil. Algumas experiências de mesclar uso da Internet com a programação que vai ao ar começam a avançar - e oferecem aos telespectadores oportunidades de participar cada vez mais do que é exibido na telinha.

"Meu programa vai estar muito voltado à Internet", diz Serginho Groisman, cuja estréia
na Globo está prevista para abril. "Vamos estar on line uma hora antes de entrar no ar e tanto a televisão quanto a Internet vão disponibilizar informações diferentes", adianta.

Interatividade é pauta também para Marcelo Tas, apresentador do Vitrine na Rede Cultura, o primeiro programa brasileiro a promover chats ao vivo com o convidado, cuja concepção é justamente discutir os diferentes tipos de mídia.

"Não faz sentido o programa ser ao vivo se os telespectadores não podem interagir", argumenta Tas, que fez uma análise do Vitrine no segundo semestre de 1999 e constatou que o assunto não só aumenta a participação dos telespectadores, como também a audiência. "É um afrodisíaco.

Conseguimos picos de 4 pontos, uma ótima pontuação para a Cultura."Recentemente, o programa conseguiu outra inovação: emplacou a participação de telespectadores através não apenas de e-mails, faxes e telefonemas, mas também da imagem, com o recebimento de arquivos enviados pelos espectadores que têm, em seus computadores, microcâmeras digitais.

"A intenção não é mostrar até onde a tecnologia é capaz de chegar, e sim aliá-la ao conteúdo", diz Tas. Um bom exemplo disso foi o programa especial sobre a Guerra da Iugoslávia, realizado em julho de 1999, no qual um garoto de Belgrado conversou com brasileiros, on line e ao vivo, através de um chat. "Ele estava no meio de um bombardeio e um menino do Brasil perguntou se não estava com medo de perder a conexão. 'Estou com medo de morrer', ele disse", conta Tas.

Além do Vitrine, por enquanto apenas Fala Hugo - programa do CNT, fora do ar há um ano - trouxe inovações interativas reais. Com tecnologia dinamarquesa implantada no Brasil pela Dainet, empresa especializada em mídia, o programa permitia que dois telespectadores jogassem game de computador via telefone, ao vivo, nas telinhas. Bastava apertar as teclas do telefone para movimentar os bonecos dos joguinhos.

Ainda há muito a ser conquistado em interatividade, mas Antônio Rosa, presidente da Dainet e há 20 anos professor de mídia da Escola Superior de Propaganda e Marketing, já consegue enxergar um futuro próspero para os telespectadores.

"A programação não vai mais estar nas mãos das emissoras, mas da audiência. Vamos poder escolher horário e conteúdo dos programas. E os comerciais vão ter que nos prestar algum tipo de serviço para que sejam vistos", prevê ele.

No Brasil, já existem algumas tecnologias em teste. Em Sorocaba (SP), o serviço de televisão por assinatura Net, das Organizações Globo, estuda algumas formas de tevê interativa combinando transmissão analógica e digital. Ainda não significa o aproveitamento total do conceito de interatividade, mas vai permitir que telespectadores se comuniquem com os programas, obtendo mais informações.

Boletim Assine Fale Conosco Outras edições Home Boletim Assine Fale conosco Outras edições Home