21 de fevereiro de 2000
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Teatro - Drama

O Rei da Vela
Clássico da dramaturgia brasileira ganha montagem multimídia

Ida Vicenzia

Foto: Divulgação

O Rei da Vela, a peça de Oswald de Andrade que se transformou num marco do teatro brasileiro moderno com sua histórica montagem do teatro Oficina, está novamente movimentando a cena, dessa vez no teatro I do Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro.

Seu diretor, Henrique Diaz (o Aimbé, da minissérie A Muralha), não teme a comparação entre as duas montagens. Nem poderia. Para os poucos que viram a encenação de Zé Celso Martinez Corrêa, em 1967, não há termos de comparação. O espetáculo atual, com citações televisivas de nossa realidade do século 21, tem personalidade própria.

A história de Abelardo I, um fabricante de velas oportunista, e de sua amada Heloísa, pode ser contada de diversas maneiras. Diaz o fez "aproveitando as brechas", como diz, que o autor deixou em sua dramaturgia. Assim, diretor e seu co-diretor, Emílio de Mello, souberam encaixar os problemas atuais no eterno desencontro político-econômico-social que é o Brasil. A peça é um manifesto contra as sandices do capitalismo, e seu vilão não se torna o "charmoso" espírito do mal, como costuma acontecer nesses casos, mas o mal, simplesmente, em sua banalidade. Nota dez para o arrojo de Diaz.

No elenco, fazendo os Abelardos I e II, Marcelo Olinto (que também assina o figurino) e Marcelo Valle. Drica Moraes é Heloísa de Lesbos. Os cenários são do diretor de teatro Gabriel Villela. A cena, multimídia, é um musical sangrento, onde as canções pontuam a ação. Como uma boa montagem carioca, tudo termina em samba.

Cena moderna, enredo atual
Até 14/5 - Centro Cultural Banco do Brasil - Rua Primeiro de Março, 66 - Rio de Janeiro

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