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Música - Pop
Tributo a
Cazuza
Pouca inspiração na homenagem
a um ícone do rock brasileiro
Ramiro
Zwetsch
Uma boa idéia,
não tão bem realizada assim. O canal de tevê
a cabo Multishow, em parceria com a gravadora Som Livre, reuniu
músicos de várias gerações para interpretar
Cazuza, compositor que padeceu, vítima de Aids, em 1990.
Os méritos do projeto consistem em reunir bons intérpretes
de várias gerações da MPB, como os veteranos
Ney Matogrosso e Baby do Brasil, ao lado de representantes de uma
geração mais recente, como Paulinho Moska e Zélia
Duncan, além de artistas contemporâneos do homenageado
- casos do Barão Vermelho (banda que revelou Cazuza), Arnaldo
Antunes e os Engenheiros do Hawaí.
Quase todos,
no entanto, esbarram em arranjos pouco inspirados, todos assinados
pelo tecladista Paulo Henrique. O disco é ao vivo e os artistas
são acompanhados pela mesma banda, a BR Plus. Essas condições
limitam um pouco a criatividade dos intérpretes, que encontram
dificuldades em reconstruir as canções e apenas reproduzem
o formato das versões originais. As exceções
são as cantoras Baby do Brasil e Sandra de Sá: a "velha
nova baiana" dá um toque bem pessoal a "Codinome
Beija-Flor" e a rainha do soul brasileiro consegue converter
"Ideologia" em um samba/ funk contagiante. No restante,
leituras bem intencionadas, mas nada relevantes.
Valeu a intenção
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