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Música - Axé
Meu Nome
É Gil
Novo álbum da Banda Beijo é
plataforma para a cantora Gil
Guga
Stroeter
| Foto: Manoel
Marques |
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Em vista da
aproximação do Carnaval, a Banda Beijo lança
seu novo álbum, Meu Nome É Gil. São 12 faixas,
a maioria delas criada para a folia dos blocos e trios elétricos
e outras que seguem a atual tendência do axé: a aproximação
com a MPB. Caetano Veloso participa cantando "Verdade"
e uma das faixas homenageia Renato Russo numa gravação
de "Tempo Perdido". Além disso, o ecletismo fica
evidente com a balada romântica "Deixa" e um pot-pourri
dos Mamonas Assassinas.
Apesar de ser
um lançamento da Banda Beijo, o título Meu Nome É
Gil já diz tudo: o disco serve como um veículo para
a promoção da bela e jovem cantora baiana Gil. A Banda
Beijo foi um dos agentes pioneiros na transformação
dos ritmos baianos em produto de cultura de massa. A primeira fase
do grupo tinha Netinho como cantor e líder e durou de 1988
a 1992. Nessa época, o sucesso do axé foi tão
avassalador que a festa migrou das ruas para a tevê. Foi aí
que os diferenciais da nova mania - como as coreografias sensuais
e interativas - cristalizaram-se. E as gravadoras trabalharam numa
sucessão de lançamentos de grupos e cantoras. A era
Daniela Mercury abriu caminho para Ivete Sangalo, e a mesma lógica
está sendo aplicada para Gil.
No entanto,
às vésperas do Carnaval 2000, as vendagens do axé
estão inexpressivas. "A pirataria e a situação
do País ajudaram a dar uma esfriada no axé",
arrisca Gil. "O axé é como a vida, não
pode estacionar, tem sempre que se reciclar", completa ela.
Se o gênero pretende revitalizar-se, precisa nutrir-se mais
da alegria das ruas e menos da guerra de audiência dos programas
de auditório.
Gil Tropical
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