21 de fevereiro de 2000
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Livros - Romance

Filha da Fortuna
Isabel Allende retoma a ficção para falar de liberdade

Gabriela Mellão

A jornalista e escritora chilena Isabel Allende volta à ficção com um romance ambientado na corrida pelo ouro da Califórnia, iniciada em 1849. O mesmo gênero literário que a levou à lista dos best sellers em seu célebre livro de estréia, A Casa dos Espíritos, e não era praticado desde a perda de sua filha Paula, em 1992 (narrada com rara sensibilidade em Cartas a Paula).

Valeu a espera. Em Filha da Fortuna (Ed. Bertrand, 476 págs., R$ 38), Isabel Allende continua com sua linguagem emotiva e acessível. As mulheres, como nas outras obras, são admiráveis. Desta vez, a história gira em torno de Eliza Sommers, uma jovem chilena da segunda metade do século 19 que descobre a liberdade nos Estados Unidos. Iludida com o primeiro amor, parte em busca do amante, Joaquín Andieta, que deixou o Chile para tentar a sorte nas minas de ouro. Eliza foge para a Califórnia se fazendo passar por um garoto e vive o caos de uma região que nasce sem planejamento ou leis, invadida por imigrantes obcecados por riqueza.

Filha da Fortuna surpreende com um desenrolar diferente do planejado por seus personagens. A fixação de Eliza em rever o amante, por exemplo, se mostra mais valiosa pela maneira como persegue seu objetivo. É justamente no processo de busca que a protagonista amadurece, percebe sua força e aprende a lidar com sonhos e frustrações. E como o livro mergulha o leitor na vida de quase uma dezena de personagens - que circundam o universo de Eliza -, pode-se dizer que não vão faltar descobertas na leitura. Todos eles, por menor atuação que tenham no romance, quebram suas cascas e revelam uma essência aberta às boas coisas da vida.

Sempre boa Allende

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