21 de fevereiro de 2000
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Cinema - Drama

A Praia
DiCaprio envereda por trilha perigosa em filme de Boyle

Paula Alzugaray

Esta é mais uma variação sobre um tema recorrente na filmografia do diretor britânico Danny Boyle (Cova Rasa, Trainspotting, Por Uma Vida Menos Ordinária): o escape da realidade. Sua mais ambiciosa produção, A Praia - adaptação do best seller homônimo do jovem escritor inglês Alex Garland que pretende desmontar o mito do paraíso perdido - traz de volta às telas o megastar Leonardo DiCaprio, dois anos após o fenômeno Titanic. Boyle, cujo talento ficou conhecido em produções alternativas, não nega que A Praia foi concebido para grandes audiências.

Na busca de apelo comercial, o diretor transformou o protagonista do romance - um jovem e tímido inglês, que seria representado por Ewan McGregor - no sedutor americano vivido por DiCaprio.

Apesar de ter sido comparada a uma publicidade do Club Med com estética Benetton, a aventura praiana de Boyle é uma bem acabada fusão de ícones da cultura pop - trilha tecno, edição com ritmo de videoclipe e uma divertida citação ao videogame - e aposta na força da imagem fotográfica (de Darius Khondji, Seven). Com esses elementos, a turma de Boyle conduz o público a uma viagem sem escalas, com aterrisagem acidentada, e Di Caprio se sai bem como guia da visita.

Richard (DiCaprio) é um entre milhares de mochileiros em viagem pela Tailândia ávidos por rotas alternativas ao turismo convencional que tem a "sorte" de botar as mãos no mapa de uma praia virgem e secreta. Acompanhado por um casal de franceses (Virginie Ledoyen e Guillaume Canet), ele chega a um lugar supostamente paradisíaco: uma comunidade de jovens descolados vivendo em harmonia sob o comando de Sal (Tilda Swinton, Orlando).

Mas sob a aparência de musa tecno-neohippie-nova era, Sal é na realidade uma líder inescrupulosa, disposta a tudo para preservar seu paraíso. Richard entra numa barca furada quando comete o pecado capital de divulgar "a praia" para outros turistas.

A história peca de verdade quando infringe a regra número um de qualquer "manual do bom mochileiro": desvia seu herói do contato com a cultura local, conduzindo-o a uma aventura fantasiosa no centro de um gueto de ocidentais.

Viagem sem passaporte


Ping-Pong
Danny Boyle

Wladimir Weltman, de Los Angeles

Por que seus personagens são sempre jovens?
Eles são a maioria do público de cinema - que varia entre 18 e 28 anos. Também são as pessoas mais interessantes, são gente antes de se acomodar. Meus filmes não são domesticados. Como os jovens, eles são agressivos.

Quais as vantagens de trabalhar em Hollywood?
Se você quer que os quatro cantos do planeta assistam ao seu filme, você tem que fazê-lo em Hollywood. O importante é manter sua identidade, tomar cuidado com as pessoas com quem trabalha. E usar atores que valorizam a oportunidade de trabalhar um pouco em choque com o sistema. Leonardo DiCaprio é assim.

Os atores enfrentaram perigos?
Noticiaram tubarões, mas ninguém correu perigo. Descobri que na Tailândia morre muito mais gente vítima de cocos do que de tubarões. Sério. Todos os anos morrem mais de dez pessoas vítimas de cocos que caem das árvores.

No livro não existe a cena de amor incorporada ao filme.
O livro é muito inglês. Richard nunca diz o que está sentindo. Preferimos fazer o personagem mais dinâmico e sacamos que Richard chega a ser agressivo, na hora de obter o que quer. A outra razão é que acho que o público quer ver essas coisas.

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