21 de fevereiro de 2000
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Cinema - Comédia

Medo e Delírio
Terry Gilliam discute os excessos dos anos 70

Ramiro Zwetsch

Cores vivas, edição frenética, trilha sonora psicodélica e enquadramentos não convencionais. Esses elementos somados às interpretações precisas de Johnny Depp (A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça, em cartaz nacional há três semanas) e Benício Del Toro (Os Suspeitos) compõem a fórmula do diretor Terry Gilliam (Os 12 Macacos) para Medo e Delírio (em cartaz há uma semana em São Paulo e com estréia nacional na sexta-feira 18).

O jornalista esportivo Raoul Duke (Depp) é chamado para cobrir uma corrida de motocicletas no deserto de Las Vegas. Por algum motivo - que o filme não esclarece - ele resolve levar junto com ele seu advogado, Dr. Gonzo (um Del Toro totalmente desfigurado, que engordou mais de dez quilos para encarnar o personagem). Na bagagem, drogas e bebidas de todas as espécies. Na estrada, nos cassinos ou nos quartos de hotéis, eles aparecem sempre alucinados em cenas de humor escrachado, que rendem boas risadas.

Os personagens levam ao extremo a proposta de se drogar (misturando ácido com cocaína e rebatendo a ressaca com mais LSD) e os excessos levam às famosas "viagens sem passaporte" - com instintos autodestrutivos e visões distorcidas da realidade, como a transformação de personagens humanos em répteis gigantescos. O diretor também exagera na alucinação - não há uma cena no filme em que os protagonistas apareçam sóbrios -, levando o espectador a uma sensação de incômodo e um desejo de "cair na real".

As amarrações do roteiro se confundem e algumas cenas parecem isoladas no enredo. Talvez por isso Medo e Delírio não tenha emplacado nas bilheterias americanas, quando foi lançado em 1998.

Embora toda essa loucura seja tratada com humor, o filme caracteriza seus personagens como irresponsáveis convictos, em uma crítica discreta aos exageros da juventude dos anos 70.

Depp dá seu show à parte de interpretação e sozinho já garante o divertimento. As parições femininas também dão caldo para o molho: Cameron Diaz (O Casamento do Meu Melhor Amigo), Ellen Barkin (Vítimas de Uma Paixão) e Christina Ricci (A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça) desfilam na tela em participações fugazes e insinuantes.

Depp, drogas e rock'n'roll

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