21 de fevereiro de 2000
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Cinema -Foco

Minghella defende a arte da rebeldia

Neusa Barbosa

A carreira do diretor inglês Anthony Minghella, de 46 anos, divide-se entre antes e depois dos nove Oscar que seu terceiro filme, O Paciente Inglês, arrebatou em 1995. Do dia para a noite, o modesto dramaturgo e cineasta alternativo tornou-se nome de primeira linha, capaz de obter orçamentos mais generosos.

Valendo-se do novo status, ao invés de acomodar-se, Minghella abraçou uma história polêmica em O Talentoso Ripley. "Arte e comportamento médio não andam juntos. Arte é sobre rebeldia, quebra de padrões, até criminalidade", define o diretor, que radicalizou o final do filme e expôs mais francamente o homossexualismo do protagonista. Por conta disto, recebeu e-mails indignados.

De passagem por São Paulo no final de janeiro, Minghella reagiu às críticas: "Aí fora há um mundo de preconceito. Mas não coloquei mais homossexualismo do que já existe no livro. Está tudo lá". E completa: "Para mim, um filme é sobre pontos de atrito, conflitos. Não quero atenuá-los. Quero filmes provocativos, desafiadores, que façam as pessoas reconsiderarem seus valores".

Casado com Carolyn Choa, produtora do próximo filme de Walter Salles (Central do Brasil), Minghella não poupou elogios ao brasileiro: "Vocês devem orgulhar-se dele, é um cineasta esplêndido".

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