Diversão & arte - Música  
Divulgação
• • •

Leia também

Cinema
Exposição
Gastronomia
Internet
Livros
Teatro
Televisão

Enviar para um amigo

• • •

Soul
Patrícia Marx

Apesar da boa produção de seu CD, cantora tem sua mistura
de soul, rap e eletrônica prejudicada pelas composições

• Leia também: “Não tenho medo de experimentar”

Mauro Ferreira

Para quem era criança nos anos 80, ainda é difícil dissociar a imagem de Patrícia Marx do grupo infantil Trem da Alegria. Mas a menina, que cantava hits como “É de Chocolate” e “Uni-duni-tê”, cresceu e hoje, aos 30 anos, adere ao nu-soul, gênero nascido em Londres e na Filadélfia que agrega suaves elementos de rap, eletrônica, jazz e bossa nova ao soul dos anos 70. O nu-soul é o mote do nono disco solo da artista, Patrícia Marx. O CD ganha edição nacional pela gravadora Trama seis meses depois de ter saído na Europa.

A produção do disco, a cargo da própria Patrícia, é azeitada. O problema, fatal, está na qualidade das músicas, todas de autoria da artista, com parceiros como Jair Oliveira, Silvera e o marido de Patrícia, o produtor Bruno E. Todos mostram pouca inspiração. Os temas, insossos, melodicamente se parecem muito uns com os outros e estão aquém da proposta moderna do CD, sobretudo quando os autores procuram uma identidade brasileira, como em “Lá no Mar”, homenagem a Yemanjá, orixá do candomblé baiano.

Por conta do fraco material autoral, o disco não decola. Mas há um ou outro momento razoável, casos de “Lotta Luck” (um soul à moda antiga) e de “We Know”, faixa arranjada por Dego, integrante do grupo inglês 4 Hero. Mas é pouco para salvar o CD. Se quiser continuar no nu-soul, Patrícia Marx deveria procurar composições à altura de sua produção. Soul com músicas sem alma