Celebridade  
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Atualmente, Gabi está no ar na novela Senhora do Destino, como a personagem Guilhermina.
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Marília Gabriela

por Diógenes Campanha

Divulgação/ Rede globo
Em 1980, Marília Gabriela trocou a reportagem e a apresentação de telejornais da Globo pelo comando do feminino TV Mulher, que marcou época e a levou até para a capa do jornal The New York Times
“Não sou uma mulher de lembranças”, adverte Marília Gabriela ao ser perguntada sobre a época do TV Mulher. Mas bastam alguns minutos de conversa para que ela revele boas histórias sobre o programa feminino que comandou na Globo de 1980 a 1984. Uma delas era a presença constante de seus filhos, Christiano e Theodoro, nos bastidores da atração. “Pode-se dizer que eles usaram realmente a tevê como babá eletrônica. Eu os levava todos os dias comigo ao estúdio”, diz Gabi, ciente de que isso influenciou os rapazes a seguir a carreira artística – Christiano virou apresentador e Theodoro, ator. Outra lembrança da jornalista remete ao dia em que a bancada do programa caiu ao vivo, levando ao chão seu companheiro de apresentação, Ney Gonçalves Dias. “Isso é inesquecível. Meu filho está rindo aqui do lado só de me ouvir contar. Essa cena chegou a ser pirateada e dublada com outro áudio”, conta. “Os bastidores do programa eram muito divertidos.” Diversão à parte, o TV Mulher fez história na tevê brasileira ao dedicar 3 horas e meia à questão feminina, com temas que iam da culinária ao “Comportamento Sexual”, nome do quadro comandado por Marta Suplicy na atração. “A Marta e eu até saímos na capa do The New York Times. Nós ilustrávamos uma matéria sobre o programa, que não tinha similar em nenhum lugar do mundo”, lembra Gabi, que atualmente está no ar vivendo outra experiência inédita: interpretar a personagem Guilhermina, em Senhora do Destino. “É muito bom brincar de ser outras pessoas e, nesse processo, descobrir a si mesmo.” A abordagem do público, segundo ela, mudou pouco. “Antes as pessoas gritavam ‘Gabi!’ e agora gritam ‘Guilhermina!’”, diz.