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O escritor Márcio Souza é sociólogo e presidiu a Biblioteca Nacional e a Funarte

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Perfil - Márcio Souza
O contador da história de Mad Maria
Dirceu Alves Jr.

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Com a estréia da minissérie Mad Maria, os brasileiros ganham a chance de conhecer a história da ferrovia Madeira-Mamoré, construída na Amazônia na década de 10. Junto das imagens dirigidas por Ricardo Waddington para a Rede Globo, vem a oportunidade de redescobrir a obra do escritor amazonense Márcio Souza, autor do romance (Record, 462 págs., R$ 45,90) que Benedito Ruy Barbosa adaptou para a tevê.

Nascido em Manaus há 58 anos, o sociólogo Márcio Souza é casado, tem um filho e quatro netos e conheceu o sucesso de crítica em 1976, quando estreou na literatura com Galvez, Imperador do Acre. Nessa época, já estava mergulhado nas pesquisas que originaram Mad Maria, lançado em 1980. “Sempre quis contar a história dessa obra da fase inicial da República que tanto se assemelhava a outros projetos megalomaníacos dos militares”, conta ele. “No mesmo ano, o Benedito já se interessou pela história, que por dificuldades de produção nunca foi adaptada”, completa Souza. Nesses 25 anos, não foi apenas a Globo que cobiçou Mad Maria. “O ator americano Tom Hulce e o diretor Ricardo Bravo também queriam filmá-la, mas não consigo imaginar, por exemplo, alguém melhor que Fábio Assunção para ser o Finnegan.”

De olho na repercussão da série, a Record relança a obra de Souza e,
em abril, sai Revolta, o inédito quarto volume da tetralogia Crônicas do Grão Pará – Rio Negro. “Nunca saí de catálogo. Na década de 90, como voltei a dar expediente, deixei de ter tempo para escrever”, justifica ele, que, entre 1995 e 2002, presidiu a Funarte, depois de coordenar a Biblioteca Nacional. “Foi uma fase de ingenuidade na minha vida.
Cultura nunca é prioridade neste país.”