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Joaquin Phoenix em Brigada
49:
tudo certinho e burocrático demais
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Se Brigada 49 mantivesse até o final o clima
tenso e claustrofóbico presente na primeira cena, até
que seria bom. Mas, quando a produção dirigida
por Jay Russell resolve apelar aos flashbacks sentimentalóides,
todo o impacto incendiário vai por água abaixo.
Jack Morrison (Joaquin Phoenix) é um bombeiro correto
e disciplinado. Ao tentar salvar uma vítima de um grande
incêndio, fica preso nos escombros. Cabe à equipe
da Brigada 49, liderada pelo capitão Mike Kennedy (John
Travolta), socorrer o recruta.
Como o personagem Jack, o filme é todo certinho.
Há uma cadência rítmica que procura a
hora certa para mostrar o pavor das situações
de risco e intercalar com a volta ao passado em tom pastel.
A corporação também não tem defeitos.
Não dá para deixar de associar o longa ao
11 de Setembro. Ele não fala de terrorismo, mas traz
de volta o patriotismo ianque nos pequenos gestos, nos sacrifícios
cotidianos. Essa recuperação da auto-estima
é até válida, mas o filme cai na armadilha
de entrar na rotina dos bombeiros e fica burocrático.
O resgate do bombeiro Jack
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