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Cláudio Lins e Bianca Castanho:
o amor impossível do milionário pela garota cega

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Novela
Esmeralda
Trama do SBT quer conquistar a audiência com
fórmula que já estava esgotada na década de 60

Dirceu Alves Jr.

Na década de 60, a Globo penou para se livrar do modelo mexicano imposto pela novelista cubana Gloria Magadan e suas histórias mirabo-
lantes. Quase 40 anos depois, o SBT ainda não se deu conta de que o México não é aqui. Esmeralda, lançada na segunda-feira 6, é um texto mexicano com direção e diálogos que lembram as novelas mexicanas. A diferença é que a história é rodada no Brasil e com atores brasileiros.

O enredo não pode ser mais melodramático. Dois bebês, um nascido em berço esplêndido e outro em uma casa de sapé, são trocados pelas parteiras. Vinte anos depois, Esmeralda (Bianca Castanho) é uma garota cega que foi criada nas matas e tem o coração transbordando de bondade. Já José Armando (Cláudio Lins) é um milionário que vai penar um bocado para ter Esmeralda. Estamos diante de um amor impossível, como em qualquer folhetim. A diferença é como essa história de amor será contada.

Em Esmeralda, a opção é pelo exagero. Os diálogos são inverossímeis e repletos de chavões. As interpretações beiram a canastrice. O SBT tenta recuperar a audiência de Canavial das Paixões, com sua média de 10 pontos, que não manteve com Seus Olhos, encerrada com oito pontos. Na primeira semana, Esmeralda fechou com 10 pontos, chegando a picos de 13. O SBT não quer revolucionar. Apenas luta por uma fatia do público. O problema é ganhar esse telespectador com uma fórmula que já está ultrapassada há 40 anos. Made in México