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Xuxa e o Tesouro da Cidade Perdida
Xuxa fica perdida entre o público infantil e o
juvenil em trama dirigida por Moacyr Góes
Paulo Santos Lima

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Divulgação
Xuxa e o Tesouro da Cidade Perdida: referências mal alinhavadas a Indiana Jones e Mad Max
Xuxa e o Tesouro da Cidade Perdida não deixa de ser um trabalho ousado do diretor Moacyr Góes, que faz um produto pós-moderno, com referências a vários filmes de gênero, de Indiana Jones a Mad Max. O problema é que esses “seqüestros” são apenas esquetes dentro da trama, não alinhavados à fluência narrativa.

A história, em princípio, é centrada na bióloga (Xuxa) que mora numa cidade fictícia na Amazônia. Ela embrenha-se com duas crianças numa aventura maluca, num tem-
plo na selva no qual estão presos alguns amigos e o ex-marido, e onde se cultua uma deusa sueca. Os nativos percebem que ela é a reencarnação da tal divindade, e a Xuxa sem salzinha, de óculos, torna-se a tal deusa nór-
dica e ecológica, ou seja, a Xuxa conhecida por todos.

Xuxa não aparece no filme mais que os outros personagens, como o curupira que manga dos casaizinhos (releitura ignóbil de Sonhos de Uma Noite de Verão, de Shakespeare) ou o vilão atrapalhado que aproxima o longa da chanchada. Uma colagem esquizofrênica que deixa claro que Moacyr Góes ousou, mas não acertou. E cuja fragmentação de abordagens cria distanciamento com seu público, que ele nem sabe qual é, pois não é a fábula infantil de Duendes e Abracadabra e tampouco sagaz o bastante para os adolescentes. Filme “xoxo”