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EFE
Na quarta-feira 3, Bush foi reeleito presidente dos Estados Unidos.
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Reprodução
George W. Bush teve uma polêmica passagem pela Guarda Aérea Nacional dos Estados Unidos. Ele se alistou em 1968 e aprendeu a pilotar aviões F-102, mas foi dispensado quatro anos depois por desobedecer às normas militares

George W. Bush

Em meados de 1968, George W. Bush se alistou como voluntário na Guarda Aérea Nacional, um meio de evitar o serviço militar obrigatório e uma posterior convocação para lutar na Guerra do Vietnã, na qual os Estados Unidos haviam entrado três anos antes. Servindo em uma base no Texas, seu estado natal, ele recebeu treinamento para pilotar aviões de caça F-102 e, em 3 de novembro de 1970, foi promovido a primeiro-tenente. A passagem de Bush pelas Forças Armadas foi repleta de polêmicas. Dois anos depois da promoção, pediu transferência para a unidade do Alabama, que não operava com o modelo de aviões que ele sabia pilotar. O futuro presidente dos Estados Unidos ainda seria suspenso da Guarda Nacional, em agosto de 1972, por desobedecer às normas da corporação, faltando inclusive ao exame médico anual. O término da carreira militar não impediu que Bush se envolvesse em duas guerras. O ex-primeiro-tenente se tornou comandante-em-chefe do exército americano ao ser eleito para a Presidência, em dezembro de 2000 e, menos de um ano depois, ordenou a invasão do Afeganistão como resposta aos atentados de 11 de Setembro. Em 2003, iniciou a guerra contra o Iraque, e a forte oposição que sofreu não o impediu de se reeleger com ampla vantagem para o cargo. Com 274 votos no colégio eleitoral, no último dia 3, ele bateu o rival John Kerry e garantiu mais quatro anos à frente da maior potência do planeta.