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O mundo da moda é sinônimo de glamour, mas
não para Andrea
Sachs, personagem de O Diabo Veste Prada (Record,
410 págs.,
R$ 45), que precisa estar disponível 24 horas para
os devaneios da
editora de moda Miranda Priestley. A autora do romance,
Lauren Weisberger, foi durante um ano assistente da poderosa
editora da
Vogue America, Anna Wintour. Ela falou a Gente.
Os fatos do livro aconteceram
com você quando trabalhava na Vogue?
Não. Muito do que eu vi na Vogue inspirou
o que escrevi, mas não aconteceu realmente. Tentei
pegar alguns dos aspectos básicos de uma revista
de moda e enfeitá-los para torná-los mais
atraentes para ler.
Quando decidiu exorcizar
num romance aquele ano na Vogue?
Não resolvi escrever o livro até
estar trabalhando numa revista de viagem, cerca de um ano
e meio depois que saí da Vogue. Comecei a
escrever pequenos textos para um curso de escrita criativa,
vagarosamente os personagens se desenvolveram, e meu professor
me encorajou a começar a colocá-los em livro.
Sabe se Anna Wintour leu
o livro?
Não tenho idéia se ela leu
meu livro.
Que roupas você usa
agora para trabalhar?
Como eu trabalho em casa, não visto
nada além de moletons, camisetas e jeans bem confortáveis.
Saltos quase nunca acontecem – agora, é quase
sempre chinelos e mocassins, quando saio de casa. É
bem legal.
De que se trata seu próximo
romance?
Ele fala de um grupo de pessoas de 20 e
tantos anos que saem muito em Manhattan. Quero manter o
mesmo tom de Prada, mas voltar minha atenção
para a vida noturna em Nova York.
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