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À Sombra das Torres Ausentes
Prêmio Pulitzer com Maus, Art Spiegelman critica
o governo Bush e a paranóia pós-11 de Setembro
Mariane Morisawa

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Spiegelman: ele resgatou a filha de uma escola aos pés do World Trade Center

As histórias em quadrinhos ganharam nova dimensão nas mãos de Art Spiegelman. Com Maus, ele se tornou o único autor do gênero a receber o Prêmio Pulitzer. Por isso, o mundo olhou com atenção quando lançou À Sombra das Torres Ausentes (Cia. das Letras, 44 págs., R$ 78). A bela edição em papel cartonado contém tiras produzidas após os atentados de 11 de Setembro. Spiegelman só conseguiu publicá-las no jornal alemão Die Zeit, porque até a prestigiada New Yorker recusou-se, dado o tom extremamente crítico em relação ao governo George W. Bush e à paranóia norte-americana.

Os quadrinhos foram uma maneira de Spiegelman lidar com os ataques. Em 11 de setembro, ele e sua mulher correram para buscar a filha na escola colada ao World Trade Center, minutos antes do desabamento da Torre Norte. Em seguida, eles foram pegar o filho na Escola das Nações Unidas, que, pensaram, podia ser outro alvo.

A grande arma de Spiegelman é justamente expor como um acontecimen-
to trágico se dá na vida de pessoas comuns, no caso, a dele própria. Também era a principal força de Maus, que contava a história de seu pai, um sobrevivente de Auschwitz, e tratava de assuntos como o suicídio de sua mãe. Em Maus, Spiegelman trabalhou vários anos. À Sombra da Torres Ausentes foi produzida no calor da hora, o que explica sua menor elaboração. Ainda assim, mostra o vigor que os quadrinhos podem ter.
O mestre dos quadrinhos