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O Espanta Tubarões
Desenho da DreamWorks discute
diferenças sociais e tolerância
Marina Monzillo

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Divulgação
O Espanta Tubarões: versão original tem vozes
de Will Smith, Jack Black e Renée Zellweger
É incrível como, vira-e-mexe, filmes parecidos são produzidos quase ao mesmo tempo. O Espanta Tubarões, desenho animado da DreamWorks, também se passa no fundo do mar, como Procurando Nemo, da Disney/Pixar. Mas as semelhanças param por aí, porque, como já é costume dos estúdios que criaram Shrek, a temática resvala um pouco mais no mundo adulto.

Não é que as crianças deixem de se divertir ou que O Espanta Tubarões seja tão bom quanto Shrek. Mas o desenho tem várias piadas que só vão dizer algo aos adultos. Oscar (voz de Will Smith na versão legendada e de Paulo Vilhena na dublada) é um peixe todo metido a sabichão que vira herói quando os outros pensam que ele matou um tubarão. Acontece que o tal tubarão é filho de Don Lino, uma espécie de Don Corleone dos mares. É interessante como o filme esbarra nas questões de classes sociais, da fama sem que se mereça, do deslumbramento que ela traz e até a tolerância ao diferente – Lenny, o outro filho de Don Lino, é um tubarão vegetariano que adora se vestir de golfinho, numa clara referência à homossexualidade.

Apesar das boas idéias, O Espanta Tubarões peca na história, que não avança com agilidade e fluidez. Se não for imprescindível ver o desenho dublado, é bem melhor assisti-lo legendado. Além de Will Smith, participam da versão original Robert De Niro (o Don Lino tem até a pinta no rosto), Martin Scorsese, Jack Black, Angelina Jolie e Renée Zellweger. Muita idéia e pouca história