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Celebridade
por Diógenes Campanha  
Sérgio de souza
Adriana Pitiglianni
Na novela Pai Herói (acima), de 1979, Rosamaria Murtinho viveu a esquizofrênica Walkíria, que terminou a história casada com Gustavo, personagem de Cláudio Cavalcanti. Vinte e cinco anos depois, eles se preparam para fazer um casal de velhinhos na peça E Agora, o Que Eu Faço com o Pernil?
 
 

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Cláudio Cavalcanti e Rosamaria Murtinho

Em 1979, Rosamaria Murtinho ganhou um presente da autora Janete Clair: a esquizofrênica Walkíria, sua personagem na novela Pai Herói, que a Globo exibiu na faixa das 20h. “Eu me dediquei muito a ela. Como iria fazer uma esquizofrênica, se não tinha um exemplo próximo para me inspirar? Então pesquisei em hospitais, entrei de cabeça mesmo,” lembra a atriz. A determinação de Rosamaria, aliada ao seu talento, fizeram com que a personagem ganhasse espaço na novela e também lhe renderam uma experiência inesquecível. “Recebia cartas de um casal que tinha uma filha com a doença, que passava o dia inteiro em casa. Depois que viu a Walkíria, a menina se tratou, retomou os estudos e estava até namorando. Só por isso, já valeu ter feito o papel.”

Assim como a fã, a personagem teve um final feliz, casando-se com Gustavo, um vigarista interpretado por Cláudio Cavalcanti. “A Janete recebeu muitas cartas para que ficássemos juntos. O público torcia muito e a audiência, naquela época, era o dobro do que é hoje,” diz. Com Cavalcanti, Rosamaria reeditou o par romântico da novela Carinhoso, de 1973. “Sou de escorpião, ele é de peixes. Sempre nos entendemos muito bem e tínhamos bastante liberdade para improvisar em cena.”

Passados 25 anos desde Pai Herói, a química dos dois poderá ser conferida novamente, agora no palco. Na peça E Agora, o Que Eu Faço com o Pernil?, que estréia no Rio no próximo dia 17, eles serão Alzira e Pedro, um casal de velhinhos que vive discutindo. “Vou carregar na expressão corporal e nas cenas de caduquice. Espero que as pessoas se divirtam, porque dois velhos brigando é sempre engraçado.”