Veja também outros sites:
 
 
Celebridade
por Dirceu Alves Jr.  
Sergio Berezovsky/ AE
Em 1988, o paulista Aurélio Miguel conquistou medalha
de ouro na Olimpíada de Seul
no principal feito da história do judô brasileiro
 

Enviar para um amigo
Leia colunas anteriores


Aurélio Miguel

J.F. Diorio/AE
Hoje, aos 40 anos, ele é candidato a vereador em São Paulo e promete lutar por uma lei de incentivo aos esportes

A primeira vez que Aurélio Miguel vestiu um quimono foi contrariado. Aos 4 anos, o garoto paulista queria mais era correr pelas ruas, mas seu pai, o catalão Miguel Marin, decidiu que a prática do judô poderia amenizar os problemas respiratórios enfrentados pelo filho. “Fugia como podia, mas meu pai era duro e exigente. Se eu não fizesse, pelo menos, ginástica no quintal, o couro comia”, lembra o ex-judoca. O que Aurélio Miguel não poderia imaginar é que o esporte se tornaria uma paixão e ele o atleta responsável pelo maior feito do judô brasileiro em todos os tempos.

A grande emoção de Aurélio Miguel foi receber a medalha de ouro dos jogos olímpicos de Seul, em 1988, na categoria meios-pesados, depois de derrotar o alemão Marc Meilling. “Tinha convicção que poderia vencer. Superei a morte da minha mãe e uma cirurgia no ombro e me preparei muito para chegar a Seul”, lembra o obstinado atleta. Aos 40 anos, Aurélio Miguel é candidato a vereador em São Paulo pelo PL e, mesmo aposentado dos tatames, ainda prioriza o esporte. “Precisamos de uma lei de incentivos como a cultura tem a Lei Rouanet e vou lutar por isso”, diz Aurélio, que é pai de Marco Aurélio, 11, Beatriz, 9, e Vitória, 8.