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Respirar para curar
Um atleta que respira pela boca tem rendimento físico 21% menor
do que os que respiram pelo nariz. A respiração correta pode ser a
solução para dores de cabeça, apnéia, bruxismo e ronco

Wilson Aragão

Divulgação

Wilson Aragão: disfunções estruturais da mandíbula
causam 90% das
dores de cabeça

Muito já se falou da importância de uma correta respiração para o equilíbrio do nosso organismo, mas pouco ou quase nada se fala dos problemas que uma respiração inadequada pode gerar, especialmente em nossa estrutura física. A base de uma respiração correta está diretamente ligada a uma região da cabeça, composta por ossos, articulações e terminações nervosas, denominada Sistema Estomatognático (SE), e que também controla funções da deglutição e da mastigação.

Um atleta que apresenta respiração bucal apresenta rendimento físico 21% menor, se comparado ao que respira pelo nariz. Quando o indivíduo respira pela boca ao invés de usar o nariz, ocorrem várias alterações em todo o SE que, quando não corrigidas, ocasionam problemas crônicos. Uma delas é a mastigação unilateral, que com o passar do tempo provocará prejuízo seriíssimo para todo o desenvolvimento músculo-esquelético do indivíduo.

Assim, o Sistema Estomatognático é de vital importância para a nossa qualidade de vida, pois quando em desarmonia pode repercutir sobre todo o conjunto do sistema tônico postural e vice-versa, desencadeando alterações em cascata, com intensa relação com a posição da cabeça. E, assim, causa dores de cabeça, apnéia, bruxismo, ronco, dores na coluna e problemas estomacais, como gastrite. Cerca de 90% das dores de cabeça são causadas por disfunções estruturais da mandíbula e coluna. Para se ter uma idéia da abrangência do problema, há pessoas que relatam dores na cabeça, nas costas e na mandíbula (ATM) por anos seguidos, mesmo após terem passado por tratamentos de diversas especialidades. Em certos casos há alívio temporário, mas o problema volta. Isto acontece com quem não é tratado na origem das disfunções que geraram as dores e que, nestes casos, estão ligadas ao Sistema Estomatognático. Às vezes, o problema começa na infância. A criança, quando não amamentada no seio da mãe no primeiro ano de vida, não desenvolve corretamente a musculatura orofacial, gerando problemas como a instalação de respiração bucal, mordidas cruzadas e/ou abertas.

O foco do tratamento deve ser um só: reposicionar a estrutura desalinhada do indivíduo. Para tanto, há diversas técnicas em funcionamento, porém é preciso atenção aos métodos propostos. Quase todos os tratamentos são baseados no uso de placas de mordida e que, por não corrigir os problemas estruturais da ossatura da mandíbula, tem uma ação paliativa, em vez de fazer com que a mandíbula atue na posição correta para buscar a respiração nasal. O tratamento ideal é o que leva a articulação (ATM) a reaprender o seu funcionamento e que, por isto, soluciona o problema. Com a recuperação da função correta da respiração, os sintomas costumam desaparecer e os que persistem podem ser tratados com terapias auxiliares, como prótese dentária, fisioterapia e fonoaudiologia.

Wilson Aragão
É autor do livro Ortopedia dos Maxilares, fundador do Núcleo R.S.E. (Reabilitação do Sistema Estomatognático), coordenador do curso de especialização (Latu Senso) em Ortopedia Funcional dos Maxilares no Instituto de Odontologia da PUC-Rio e membro do Centro de Dor e Neurocirurgia Funcional do Hospital Nove de Julho em São Paulo – SP
Esportes na infância para evitar a obesidade

Coordenador do curso de Educação Física do Centro Universitário de Maringá e professor da Universidade Estadual de Maringá, o Profissional de Educação Física Amauri Aparecido Bassoli de Oliveira, 45 anos, alerta para os riscos do sedentarismo infantil. "A obesidade já atinge 15% das crianças no País, cada vez mais inativas e com hábitos alimentares inadequados.” Ele sugere a prática de atividades físicas variadas para evitar o problema. “Sempre sob a supervisão de um profissional inscrito no CONFEF”, ressalta.

A partir de que idade a prática de exercícios é aconselhável?
Não tem idade certa. A criança de 1 ano, brincando na água, já está se exercitando. Até os 14 anos, é ideal que se pratique esportes variados. Nessa fase, ela está preparando o corpo para a vida adulta. Para se especializar num esporte, aconselho que o faça depois dos 15 anos. Antes disso, pode haver uma especialização motora desnecessária e saturação psicológica.

Como evitar problemas para o adolescente que escolheu um esporte?
Os profissionais devem estar capacitados a preparar o jovem para competir, evitando qualquer dano futuro. Nas crianças que começam a competir cedo, o aspecto psicológico é muito importante. Há pais querendo que o filho seja o campeão que eles não foram. Essa pressão pode causar algum trauma. Neste caso, cabe ao Profissional de Educação Física preparar a criança de forma integral, inclusive para a derrota.

Amauri Aparecido Bassoli de Oliveira, CREF 000733-G/PR
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