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Celebridade
por Dirceu Alves Jr.  
Divulgação
Em 1984, Joaquim Cruz ganhou a medalha de ouro nos 800 metros rasos com o tempo de 1m43s nos jogos de Los Angeles
 

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Joaquim Cruz

Jonne Roriz/AE
Hoje, o atleta de 41 anos vive com a família em San Diego, nos Estados Unidos, e sonha em voltar ao Brasil

A consagração nos jogos olímpicos de Los Angeles, em 1984, foi o resultado de um momento de equilíbrio na vida de Joaquim Cruz. O garoto de Taguatinga, cidade-satélite de Brasília, vivia nos Estados Unidos há três anos e, finalmente, sentia-se à vontade em solo estrangeiro. As notas na faculdade de Educação Física eram acima da média. Nessa época, Joaquim já trazia o inglês na ponta da língua e tinha até conquistado uma namorada. “Cheguei a um país estranho onde a única pessoa com quem tinha contato era meu treinador, o Luís Alberto Oliveira”, lembra ele. “Em 1984, estava amadurecido.”

Los Angeles revelou Joaquim Cruz ao mundo. O atleta faturou a medalha de ouro dos 800 metros rasos com o tempo de 1m43s, recorde na época, e deu a volta olímpica com a bandeira nacional nas mãos para cravar seu nome na
história do esporte. “Nada daquilo aconteceu da noite
para o dia. Foi o resultado de uma preparação de mais
de sete anos”, ressalta ele. “E o fato de viver nos Estados Unidos ajudou muito. Estava acostumado a competir com atletas de várias nacionalidades.”

Duas décadas se passaram, e Joaquim Cruz ainda embarga a voz ao lembrar do seu ano de glória. Aos 41 anos, ele vive com sua mulher, a norte-americana Mary, e os filhos, Kevin, 10, e Paulo, 7, em San Diego, onde tem uma escola para preparação de atletas. Voltar ao Brasil é um projeto que pode ser concretizado ainda em 2004. “É um sonho alimentado pela família. Só não posso abrir mão da nossa qualidade de vida e deixar de desenvolver um bom trabalho no Brasil”, diz ele, que ainda não definiu que atividade vai desenvolver. “Viver de aventura não é mais o ideal.”