Cinema
Charme por atrás da tela
O
diretor de arte Cláudio Amaral Peixoto coleciona sucessos de
tela, como Cazuza e Lisbela e o Prisioneiro, começa
a rodar este mês
O Poeta da Vila de Ricardo van Steen, sobre a vida de Noel
Rosa, e
conta como conheceu e conquistou sua mulher, a atriz Camila Pitanga
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“Não
tive namorados, não fui a festas e nem cultivei
amizades fora das piscinas. Mas tenho certeza de que nasci
para ser uma atleta”, diz Rebeca |
Texto:
Carla
Felícia
Foto: Leandro Pimentel
Além
do sucesso, o que filmes como Cazuza, Lisbela e o Prisioneiro
e Dois Perdidos numa Noite Suja têm em comum? Nos
créditos de cada qual, um nome se repete: Cláudio
Amaral Peixoto. Aos 38 anos, casado há quatro com Camila
Pitanga, é um dos diretores de arte mais requisitados do
cinema nacional. Desde 1996, quando deixou a Globo, tem a preferência
de cineastas como Sandra Werneck e Guel Arraes. Este mês,
começa a rodar o 200 longa: O Poeta da Vila, sobre
Noel Rosa, dirigido por Ricardo van Steen.
“Desde
que saí da tevê, nunca parei de trabalhar”, diz
ele, disputado também no meio publicitário. Com rotina
de maratonista, já trabalhou 20 horas seguidas em filmagens.
Por isso, festejou ao saber que conviverá com a mulher nos
sets em O Poeta da Vila. Camila viverá Ceci, o grande
amor de Noel. “É uma oportunidade de nos vermos, se
não a gente não consegue”, diz. O prazer de
filmarem juntos vem também da sintonia profissional. “Trabalhar
com ele é estimulante. É um cara envolvido, iluminado”,
diz Camila.
Foi
numa gravação que se conheceram. Na direção
de arte de um clipe de Milton Nascimento protagonizado pela atriz,
Cláudio foi lançado de improviso para a frente das
câmeras. Fez par com Camila ao som de “Certas Coisas”,
de Nelson Motta e Lulu Santos, gravada por Milton. “Foi idéia
da Daniela Thomas e da Mari Stockler, foram as madrinhas”,
conta Camila. “Achei ele um gato, um charme, mas não
é ator e estava tenso. Mexia com ele para tentar relaxá-lo.”
Claudio lembra que havia insatisfação com os modelos
testados. “Queriam um homem de verdade e resolveram que seria
eu.” As cenas eram tórridas. “Foi engraçado,
o clipe era uma pegação.” Mas o romance não
foi transportado para a vida real. “Nós dois éramos
casados”, diz ele. Um ano depois, em 2001, separado da cantora
Mariana de Moraes, Cláudio reviu Camila. “Estava escrito
que a gente ia se encontrar. Em uma semana estávamos morando
juntos. Em um ano, compramos apartamento. Sou uma mulher apaixonada,
com letras garrrafais”, diz. Hoje, pensam em oficializar a
união. “Nada de viver em pecado, quero casar logo!”,
brinca ele. Filhos estão nos planos. “Combinamos de
ter um, talvez dois, e adotar outro”, diz Cláudio,
pai de Maria Luisa, 7 anos, da primeira união.
Uma das
diversões do casal é pular Carnaval nos blocos de rua
do Rio. Filho do arquiteto Carlos Henrique e da socialite Claude Amaral
Peixoto, Cláudio adora Carnaval desde criança, quando
o pai era diretor de ala do Salgueiro. Aos 19 anos, deixou a arquitetura
para ser carnavalesco da Mocidade Independente. Sua faceta sambista
contou pontos na escolha para trabalhar no longa sobre Noel. Mas,
claro, não só isso. “É ótimo trabalhar
com quem tem a cautela de não roubar a cena dos atores”,
diz van Steen. “Cláudio sabe posicionar a arte como elemento
de apoio e não como protagonista.”
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