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Celebridade
por Dirceu Alves Jr.  
Divulgação
Em 1969, o jogador Carlos Arthur Nuzman (no detalhe) defendia com suas cortadas a camiseta do Botafogo nas quadras de vôlei. Hoje, aos 62 anos, ele é o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e se emociona ao acompanhar a delegação brasileira em Atenas
Renato Velasco
 
 

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Carlos Arthur Nuzman

Ari Gomes/ AJB

Enquanto muitos garotos tinham a vida modificada por cálculos matemáticos ou clássicos da literatura, Carlos Arthur Nuzman fez do esporte seu passaporte para o mundo adulto ainda no pátio da escola em que estudava no Rio de Janeiro, na década de 50. Naquela época, ele nadava e jogava tênis no Fluminense, e o vôlei seria apenas mais uma modalidade a ser explorada pelo agitado adolescente. “O esporte foi a alavanca que me ajudou a passar por grande encruzilhadas. Aprendi muito”, diz Nuzman.

Depois de ser campeão regional e nacional pelo Clube Israelita Brasileiro (CIB), Nuzman integrou a delegação brasileira que foi aos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 1964, a primeira que teve o vôlei entre suas modalidades. “Eu era cortador, por mais incrível que isso possa parecer. Tenho 1,85m e isso é ser muito baixo para os padrões atuais. Ficamos em sétimo entre as 10 equipes participantes”, lembra ele. A foto acima, de 1969, mostra Nuzman defendendo a equipe do Botafogo contra o CIB na final do campeonato regional daquele ano. “O Botafogo foi uma passagem rápida, de 1968 a 1972, mas importante. Foi lá que encerrei minha trajetória como atleta.”

Hoje, aos 62 anos, Nuzman é o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro e luta para o País fazer bonito nos Jogos de Atenas. Apostas sobre quem vai trazer medalhas para casa não devem ser ouvidas do ex-cortador da seleção de vôlei. “Nosso esporte já conquistou um espaço muito próprio. Estamos em Atenas com uma delegação de 246 atletas, sendo 122 meninas. Só isso já é um feito maravilhoso”, desconversa ele.