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Não
adiantaram nada os protestos irados dos militantes das organizações
protetoras dos animais. No inverno 2004, as peles estão
de novo na moda, tanto as verdadeiras como as sintéticas.
Raros e caros, os casacos de visom cedem espaço para
os de outros animais ou para as peles sintéticas. O
resultado é uma profusão de peles em estolas,
pelerines, jaquetas, mantôs ou em detalhes como golas
e punhos. Além de mais baratas e ecologicamente corretas,
as sintéticas trazem uma vantagem extra em termos de
moda: podem ser tingidas mais facilmente em cores ousadas.
John Galliano abusou de tonalidades fortes como o amarelo
em sua coleção para a Dior, quando propôs
uma cigana de luxo envolta em grossas estolas de peles. Nas
passarelas brasileiras, a pele de coelho tornou-se uma opção.
O universo da caça foi explorado com maestria pelo
estilista Reinaldo Lourenço na SP Fashion Week de janeiro.
“As peles, os couros e as plumagens aguçam os
sentidos mais primordiais”, avalia o estilista, que
cobriu com um casaco marrom de pele de coelho a modelo Elettra
Rosselini, uma das estrelas do seu desfile de inverno. Das
passarelas para as ruas, mulheres elegantes como a estilista
Vera Arruda e a empresária Donata Meirelles tiraram
suas peles
do armário tão logo os termômetros começaram
a baixar neste inverno mais frio que o usual.
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